Pesquisa revela que brasileiro quer mais investimento em tecnologia na educação

Por Redação | 18 de Junho de 2014 às 16h15

O estudo "Barômetro da Inovação" tem como objetivo foi levantar a percepção e a expectativa das pessoas com relação ao impacto da tecnologia e da inovação em suas vidas. Em seu recente recorte "Salas de Aula do Futuro", encomendado pela Intel Corporation à Penn Schoen Berland, o estudo mostrou que a grande maioria dos brasileiros (81%) acredita que o uso de tecnologia nas escolas é inevitável e que o país deve investir em um suporte tecnológico maior para a pedagogia.

“Já havíamos confirmado na primeira etapa da pesquisa que o brasileiro tem um perfil bastante otimista em relação à tecnologia. Essa atitude é positiva quando consideramos sua relação com a educação, pois por meio da tecnologia é possível atualizar as ferramentas disponíveis para ensino nas nossas escolas”, comentou Edmilson Paoletti, Gerente de Desenvolvimento de Negócios para Educação da Intel.

De acordo com a pesquisa, para 77% dos brasileiros, as escolas e professores devem se apoiar mais na tecnologia para melhorar o sistema educacional. Quando perguntados sobre quais disciplinas as crianças devem aprender, 57% acreditam que deve haver mais educação tecnológica nas escolas.

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Pensando no futuro da pedagogia, 82% dos brasileiros acreditam que em 10 anos o Ensino Fundamental usará atividades online como ferramenta suplementar para a instrução iniciada com o professor em sala de aula. A tendência de interação online também é uma aposta para 60% dos pesquisados, que afirmam que os exames serão feitos em meio virtual, abolindo a prova impressa. Além disso, 55% acham que as crianças terão que usar tablets ou outro dispositivo móvel para participar das aulas.

Quanto ao relacionamento entre professor e estudante, 65% dos brasileiros acham que a tecnologia vai ajudar a aproximá-los em sala de aula e o relacionamento deles ficará mais forte. Para 79%, os softwares disponíveis para educação irão ajudar ao professor a dedicar mais tempo ao estudante e, dessa forma, personalizar o ensino. Para os respondentes, um modelo de ensino virtual pode transformar o processo educacional ao mesmo tempo em uma experiência mais pessoal (60%) e social e colaborativa (61%).

A pesquisa foi conduzida pela internet no Brasil, China, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão e Estados Unidos entre os dias 28 de julho e 15 de agosto de 2013. Ela foi realizada entre uma amostragem representativa de 12 mil adultos com idade igual ou superior a 18 anos com uma margem de erro de mais ou menos 0,89 pontos percentuais.

Colocando em prática

Embora ainda a passos lentos, o Brasil já está começando a aliar educação e tecnologia. Sediada em Curitiba, a empresa Sem Fronteiras é uma das pioneiras no país a levar tecnologia às salas de aula por meio de projetos educacionais digitais completamente interativos. O objetivo da proposta da empresa é inserir a escola em um ambiente virtual mais próximo da realidade do aluno fora da sala de aula.

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