Pesquisa mede o nível de conectividade das empresas brasileiras

Por Redação | 26.08.2014 às 06:20

Você sabia que, em uma era de redes sociais, comunicação mobile, cloud computing e mensageiros instantâneos, a boa e velha ligação telefônica ainda é a forma de comunicação preferida das empresas? É essa uma das constatações da pesquisa “A Conectividade das Empresas Brasileiras”, realizada pela Embratel em uma parceria com a Teleco. As informações foram divulgadas em release para a imprensa.

O estudo, voltado para conhecer o comportamento das empresas nacionais, suas tendências e problemas, analisou as estruturas de tecnologia da informação e telecomunicações de 400 companhias brasileiras. Participaram desde pequenas até grandes corporações, espalhadas por cinco capitais brasileiras, gerando um mapeamento desse mercado.

A utilização da telefonia tradicional ainda reina. 80% das entrevistadas utilizam telefonemas para entrar em contato com seus funcionários, enquanto 77% costumam ligar frequentemente para seus fornecedores. Para falar com clientes, o número é menor, mas as chamadas de propaganda ou oferta de serviços ainda acumulam 68%, mesmo em uma época na qual órgãos de defesa do consumidor fecham cada vez mais o cerco com relação a essa prática.

É uma tendência que continua a contribuir de forma significativa para os números do mercado de telecom nacional. Enquanto muitos dos usuários comuns, principalmente jovens, preferem as mensagens de texto, o fechamento de negócios e contratação de serviços ainda usa uma mistura de telefonia móvel e fixa, gerando uma oferta de planos empresariais diferenciados ou que integram também SMS, internet móvel ou videoconferência, por exemplo.

Já quando se fala em texto, especificamente, o email ainda é o método preferido. 84% das empresas consultadas afirmaram usar esse método de contato. Hoje, os serviços de internet estão presentes em 94% das companhias nacionais, sendo que 85% delas contam com acesso via banda larga. A velocidade ainda pode ser baixa, mas como no caso da telefonia, há uma oferta crescente por mais disponibilidade de conexão, o que deve aumentar o fluxo de dados no futuro bem próximo.

Por outro lado, surpreendeu um total de 45% dos entrevistados dizendo utilizarem também os SMSs como uma forma de se comunicar. A pesquisa não entra em detalhes se estamos falando apenas das tradicionais mensagens no celular ou serviços como o WhatsApp, por exemplo, mas fica claro que há uma tendência a se aproximar mais dos clientes desta maneira.

Falando em mobilidade, 58% das companhias participantes do estudo afirmaram já aceitar que seus funcionários tragam os próprios celulares, computadores ou tablets para o trabalho. Aqui, então, surge mais uma oportunidade para criação de políticas de TI, em prol da proteção dos dados de clientes e de segredos das próprias empresas.

Nuvem e segurança

A tendência pelo uso dos serviços de cloud computing já começa a se consolidar lá fora, mas no Brasil, ainda está presente em apenas 8% das empresas pesquisadas. Aqui, a nuvem aparece principalmente em aplicações de armazenamento e backup, mas existe uma curva em crescimento nessa utilização, principalmente no que diz respeito aos serviços de proteção.

Falando neles, há um dado um pouco amedrontador. Apenas 45% das empresas analisadas no estudo afirmaram ser contratantes de serviços de segurança, apesar de a maioria delas afirmar estudar esse tipo de produto ou ter a intenção de adquiri-los no futuro. É mais uma indicação de que, apesar do aumento claro, ainda há um longo caminho a ser seguido.

A falta de atenção à segurança das informações também se estende ao armazenamento interno de dados. 64% das empresas possuem soluções de backup fora da nuvem, enquanto 23% delas armazenam arquivos nos computadores dos próprios funcionários, uma prática perigosa.

Apesar de alguns precedentes negativos, o estudo da Embratel e Teleco mostra que, cada vez mais, as empresas brasileiras utilizam a tecnologia como uma forma de aumentar sua produtividade. Mais do que isso, esse é um processo que vem acelerando mais a cada ano e, claro, representa uma grande oportunidade para companhias que quiserem vender soluções ou serviços para esse mercado corporativo cada vez mais lucrativo.