Pesquisa diz que mercado brasileiro de TIC tem nível intermediário de maturidade

Por Redação | 05.09.2013 às 17:57

Uma pesquisa realizada pela PromonLogicalis, intitulada "Brazil IT Snapshot 2013", para verificar quão maduras estão as empresas de TI brasileiras apontou que o país atingiu um nível intermediário de maturidade no mercado de Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC).

Um dos aspectos que chama a atenção no resultado da pesquisa é o fato de as empresas do país apresentarem um alto grau de consciência da própria situação e aspirações bastante realistas. Os investimentos em TIC também são sinal positivo.

Apesar de as previsões de crescimento do PIB do país estar bem abaixo do esperado, as empresas não demonstraram medo em continuar crescendo. Pelo contrário, a maior parte delas (49%) pretende aumentar o montante destinado à tecnologia, enquanto 31% pretendem manter o mesmo valor investido atualmente no setor.

O grande destaque entre as tecnologias estudadas é a maturidade das empresas com relação à segurança da informação e continuidade de negócios. Mais de 60% já possuem as principais ferramentas de segurança implementadas. Soluções como Firewall, VPN, IPS e antivírus já estão implementados em 87% das empresas, e estão em processo de adoção por outras 8%. Outra camada de proteção, os sistemas para gestão de ameaças de conteúdo, tem taxas de penetração pouco menores: 85% já possuem e 8% estão adotando atualmente.

"Este caminho a ser trilhado pelas empresas está acompanhado por alterações na cultura e no investimento destinado a tecnologia da informação e comunicação. O estudo Brazil IT Snapshot 2013 revela que os gestores de TIC de grandes empresas têm claro os benefícios trazidos pela adoção da tecnologia e os desafios que ainda precisam enfrentar nesse processo, e reconhecem que há espaço para amadurecer e aumentar o nível de maturidade das companhias no uso corporativo da TIC no país", comenta o diretor de consultoria da PromonLogicalis, Luis Minoru.

Data centers e computação na nuvem

Com relação aos investimentos no setor de TIC ao longo deste ano, 48% das empresas devem direcionar a maior parte do montante para a construção de data centers próprios. Na sequência, os investimentos devem ser direcionados a aplicações (46%), redes (37%), segurança (27%) e telefonia (25%).

Com os gastos com novos data centers ocupando o topo da lista de prioridades de quase metade das empresas estudadas, não é surpresa notar a preferência das empresas por soluções de nuvens privadas, quando o assunto é cloud computing.

Enquanto a computação em nuvem é realidade para 69% das companhias, as nuvens privadas são a preferência de 46%, enquanto as aplicações em nuvens públicas são raridade no ambiente corporativo, usadas por apenas 5% dos entrevistados. A principal barreira para adoção, sobretudo de nuvens públicas, são as questões culturais para 52% das empresas. Outros fatores de desconfiança dos executivos são confiabilidade, disponibilidade e segurança dos dados.

"Enquanto esses pontos não são resolvidos, o que observamos é que os gestores de TIC optam por levar para a nuvem apenas aplicações com níveis mais baixos de criticidade ou cuja taxa de sucesso já tenha sido comprovada, como soluções de correio eletrônico, que estão no topo das tecnologias contratadas nesse modelo", finaliza Minoru.