Pesquisa de escala global revela mudanças na área de TI nas empresas

Por Redação | 18 de Maio de 2014 às 21h54
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Uma pesquisa de escala global recentemente publicada revelou consideráveis mudanças no papel da área de TI. A pesquisa aponta que os orçamentos de tecnologia e o processo de tomada de decisões está migrando para fora dos departamentos de TI, que estão assumindo novos papéis nas organizações.

A pesquisa foi realizada em fevereiro de 2014 pela Wakefield Research e envolveu 1.003 líderes de negócios e de TI de 19 países. De acordo com os entrevistados, 37% dos gastos com tecnologia acontecem fora do departamento de TI, isso porque a ampla maioria dos líderes de negócios (79% dos executivos de nível C) acredita que pode tomar decisões melhores e mais rápidas sem o envolvimento desta área. Neste contexto, 76% dos entrevistados brasileiros compartilharam a mesma posição.

“No Brasil, existem sentimentos diversos sobre a importância da área de TI dentro das empresas. Algumas já as enxergam como uma ferramenta estratégia para alcançar os objetivos do negócio, enquanto a maioria ainda as vê como um centro de custo ou departamento de apoio”, diz Hamilton Berteli, Diretor de Vendas, Marketing e Inovação da Avanade Brasil. “Como as companhias locais são mais conservadoras em relação aos investimentos de TI, nosso foco é ajuda-las a pensar em novas formas para gerar diferenciação por meio da aplicação da tecnologia. Com esta visão, elas podem se tornar protagonistas efetivas do negócio e justificar os investimentos, independentemente se o negócio é voltado para o consumo, varejo ou segmento bancário”, afirma.

A adoção de um novo modelo de “provedor de serviços” para a TI também foi um resultado apontado pela Avanade. Neste modelo, funcionários das áreas de tecnologia consultam os departamentos das empresas para entender melhor suas necessidades e objetivos, e buscam serviços ou parceiros de TI internos ou externos para atender a estas demandas. Atualmente, mais de um terço (35%) dos departamentos de TI das empresas atua principalmente como provedor de serviços. No Brasil, o percentual é de 29%.

Horizonte positivo

A pesquisa da Avanade mostrou ainda que, entre as empresas cujos departamentos de TI estão estruturados desta maneira, 58% afirmam que ampliarão o papel dos corretores de serviços de TI nos próximos 12 meses. Localmente, este número cresce para 71%. Além disso, 68% das empresas relataram que seus departamentos de TI contribuem mais para atingir objetivos de negócios do que contribuíam há três anos. Por outro lado, para 85% dos brasileiros entrevistados, o departamento de TI é extremamente importante para que as empresas alcancem os objetivos de negócios.

Para efetuar esta mudança, os líderes de negócios querem que a TI desenvolva habilidades em áreas decisivas que ajudarão na busca por tecnologias inovadoras que solucionem questões de negócios de funcionários, clientes e parceiros em um mundo cada vez mais digital. Os executivos de nível C relatam a necessidade por mais habilidades com serviços na nuvem (44%) e integração de serviços e sistemas (43%). No Brasil, estes números foram 37% e 53%, respectivamente.

O contratempo de sistemas antigos

Mesmo com estas mudanças, o tempo dedicado a gerenciar os mesmos antigos sistemas legados continua a utilizar grande parte da agenda da equipe de TI – 36% do tempo deste time é gasto gerenciando e fazendo a manutenção de ambientes já prontos. Isso leva a uma situação conhecida como “TI de duas velocidades”, em que a equipe de TI precisa equilibrar o suporte a sistemas legados com a necessidade de inovar continuamente para manter-se à frente da concorrência.

“O equilíbrio oscilante de controle sobre as decisões de tecnologia e orçamento criou uma tensão real entre a TI e negócios, e exige que esta área técnica reconsidere a sua abordagem, aprenda novas habilidades e aumente sua influência”, diz Mick Slattery, vice-presidente executivo de Linhas Globais de Serviço da Avanade. “Empresas que pensam no futuro estão posicionando a sua equipe de TI como consultores de negócios e a enxergam contribuindo como nunca para atingir os objetivos e alavancar resultados positivos de negócios”, acrescenta. De acordo com Berteli, esta é a mesma visão que as companhias locais estão começando a seguir. "As organizaçoes brasileiras esperam uma área de TI mais participativa, que ofereça ideias inovadoras – que realmente impactem nos objetivos de negócio. Alguns de nossos clientes locais já estão criando grupos de inovação para aprimorar este propósito, entrando no conceito de que cada negócio é um negócio digital. No mercado altamente competitivo que temos, a tecnologia pode ser um forte diferencial para o crescimento de qualquer empresa", finaliza.

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