Para recuperar fatias do mercado, Intel aposta no crescimento dos Chromebooks

Por Redação | 08 de Maio de 2014 às 15h00
photo_camera Divulgação

A Intel é uma das principais fabricantes de processadores do mundo e, justamente por isso, está atenta ao declínio no mercado de PCs. Enquanto os usuários passam a cada vez mais optarem por celulares e tablets no lugar de computadores comuns, a empresa se volta ao segmento dos Chromebooks como uma maneira de expandir sua fatia de mercado.

Mas não se trata apenas isso. A fabricante de chips também quer auxiliar no crescimento desse nicho, colocando seus produtos em nada menos do que 20 notebooks do tipo até o final de 2014 e trabalhando lado a lado com marcas como Asus, Acer, Lenovo e Toshiba. Os sistemas são baseados em Celeron ou Core i3.

Para a Intel, a portabilidade e simplicidade dos Chromebooks não necessariamente deve significar ausência de poder de processamento. Muito pelo contrário. Segundo as informações do site Re/Code, a empresa enxerga sua presença nesse nicho como exatamente o oposto, apostando numa ideia de que seus chips precisam estar presentes em todo tipo de dispositivo, desde celulares e tablets até máquinas de alta performance como servidores, passando, é claro, pelos PCs.

De acordo com Navin Shenoy, que é vice-presidente da companhia, o foco também é tornar os produtos da Intel funcionais com todo tipo de sistema operacional, aumentando assim suas possibilidades de uso. Além disso, ele chama a atenção para o fato dos componentes da empresa serem os únicos com suporte à versão 64-bit do sistema operacional do Chromebook, um fator visto como vantagem de mercado.

O executivo também vê com bons olhos a chegada dos primeiros dispositivos do tipo com telas sensíveis ao toque, abrindo mais um nicho de mercado para as fabricantes. Quando perguntado, porém, ele disse acreditar que o sistema operacional deve permanecer exclusivo dos computadores, já que o Google possui o Android como carro-chefe de sua estratégia mobile e, sendo assim, não deve aplicar o Chrome OS a tablets ou smartphones.

Além disso, Shenov disse que uma das principais preocupações da Intel é de cunho social e que por isso ela criará versões ainda mais baratas dos Chromebooks em parceria com a Lenovo. Para finalizar, o executivo informou que os chips da marca para o segmento serão os primeiros com produção completamente livre de metais oriundos de zonas de conflito, como o Congo.

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