Para Motorola, Samsung perderá relevância e acabará como Nokia e BlackBerry

Por Redação | 09 de Fevereiro de 2015 às 18h38
photo_camera Divulgação

Para o diretor de operações da Motorola, Rick Osterloh, todo mercado é cíclico. Essa lógica vale também para o setor mobile, e ele acredita que sua companhia está em um caminho certo para assumir a liderança, deixando a Samsung para traz e trazendo uma renovação mais do que necessária para o segmento.

Em entrevista à revista Forbes, ele disse que, a cada sete anos, a empresa que está no topo do mercado deixa essa posição. Para ele, essa mudança está acontecendo neste momento com os usuários, principalmente em países emergentes, que começam a entender que não é preciso pagar caro e ter um aparelho de topo de linha para ter uma experiência da melhor qualidade. O executivo afirma que a Motorola está em uma bela condição para assumir a liderança em um futuro próximo.

Para provar seu ponto, ele lembrou também sobre as antigas líderes do setor, Nokia e Blackberry, que hoje estão longe desse patamar e, no caso da segunda, passa ainda por certas dificuldades para se reerguer. Mudanças na tecnologia acontecem o tempo todo e, para os usuários, vale mais aquele dispositivo que consegue entregar o que há de melhor e novo pelo preço mais baixo. É mais um ponto em que a Motorola está pronta para brilhar, segundo Osterloh.

É justamente isso que a Lenovo, sua nova dona, mais quer ver acontecendo. Em seu primeiro trimestre já operando sob o guarda-chuva da companhia, a Motorola registrou a marca de 10 milhões de smartphones vendidos em todo o mundo, um número que representa mais do que o dobro registrado no final de 2013. Os grandes destaques aqui, não foram necessariamente os aparelhos de topo, como o Moto X e sua versão Pro, mas também o Moto G, que caiu no gosto dos países emergentes.

São estes os grandes mercados para a companhia no momento. Seus acionistas esperam ver a Motorola voltando a ter rendimentos positivos até o final do ano que vem e, para isso, confiam principalmente na China e na Índia. Os aparelhos que já fizeram sucesso ao redor do mundo chegaram apenas recentemente por lá, com números que impressionaram a diretoria da companhia e mostraram, pelo menos para Osterloh, que o setor está passando por uma expressiva mudança.

É nessa onda que a Lenovo deseja surfar. Em seus primeiros meses cuidando da Motorola, a companhia expandiu sua participação para 50 mercados globais, uma operação cinco vezes maior que a original, do Google. Em 2015, a ideia é chegar a mais 10 ou 15 territórios, ampliando ainda mais as vendas e o alcance de suas soluções, por preços baixos e compatíveis com a economia de cada região.

Isso sem falar nos novos modelos, com a Motorola já tendo confirmado sucessores para o Moto G e o Moto E, além de um novo modelo de topo de linha com o processador Snapdragon 810, da Qualcomm. Se depender da empolgação da empresa com o próprio futuro e os bons olhos dos acionistas, pelo menos, esse posto de liderança deve mesmo mudar de mãos no futuro próximo.

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