Ônibus de Limeira (SP) implantam sistema de biometria facial para evitar fraudes

Por Redação | 17 de Junho de 2014 às 09h20
photo_camera Divulgação

Pensando na segurança e praticidade, empresas começam a implementar cada vez mais recursos que utilizam a biometria, seja para simplesmente destravar um aparelho ou até medir dados corporais. E uma novidade baseada nessa tecnologia acaba de chegar em Limeira, localizada a 151 km a noroeste da cidade de São Paulo: o reconhecimento facial nos ônibus do transporte municipal.

Apesar de nova, a ferramenta não é inédita no Estado de São Paulo – o recurso já existe em parte da frota de Águas de Lindoia e Piracicaba. No caso de Limeira, o equipamento de biometria foi instalado em 140 ônibus da frota municipal e permite a identificação das mais de 60 mil pessoas que fazem uso dos coletivos todos os dias. O custo total do investimento é de R$ 1 milhão e o sistema de reconhecimento já começou a funcionar segunda-feira (16).

De acordo com Paulo Hadich (PSB), prefeito de Limeira, o objetivo da tecnologia é reduzir as fraudes. Por mês, são atendidos cerca de 1,85 milhão de passageiros e cerca de 30% deles são beneficiados com gratuidade no transporte, o equivalente a 555 mil viagens. A prefeitura afirma que essa porcentagem é alta e que agora, com a inclusão da biometria facial, a meta é baixar o índice para 20% (185 mil passagens). A medida pode gerar uma economia mensal de R$ 508 mil aos cofres públicos, já que a tarifa local é de R$ 2,75.

"Com a biometria facial, vamos conseguir de imediato reduzir as fraudes. Hoje, cartões de idosos são usados por jovens e os de estudantes por adultos. Mas o sistema não vai apenas identificar as irregularidades. Será possível mapear os hábitos dos usuários e como vem sendo usado o transporte público na cidade", disse o prefeito Paulo Hadich.

O sistema biométrico funciona da seguinte maneira: quando o usuário passa pela catraca com o cartão, uma câmera com infravermelho logo acima do leitor de cartão bate oito fotos em ângulos diferentes, que são descarregadas em um banco de dados quando os ônibus voltam à garagem – o mecanismo ainda não opera em "tempo real". Em seguida, são cruzadas informações entre as imagens registradas do passageiro e do titular do cartão e, caso seja confirmada a fraude, aquele cartão é bloqueado no dia seguinte.

Segundo Andrea Soares, secretária de Mobilidade Urbana, o sistema transforma o rosto da pessoa em números matemáticos, com relações de distância entre os elementos da face. Dessa forma, o usuário não precisa se preocupar com um eventual bloqueio se seu rosto estiver diferente da foto tirada no dia do cadastro do bilhete. Além disso, as pessoas que têm direito à gratuidade ou aos descontos foram recadastradas e, para evitar que o benefício seja suspenso, não devem emprestar seus cartões para amigos ou parentes utilizarem no transporte coletivo.

Fora o bloqueio do cartão, quem for flagrado na fraude também será denunciado à polícia por falsidade ideológica. O dono do bilhete não perderá o benefício, mas pode ser denunciado se ficar comprovado que emprestou o cartão para alguém. "As gratuidades são previstas em lei e a pessoa que tem esse direito, como idosos, estudantes e deficientes, não irá perder o benefício, mas terá que desbloquear o cartão e poderá responder por crime, caso tenha fornecido seu cartão a um terceiro", destacou Hadich.

No vídeo abaixo publicado pelo G1, é possível ver o sistema de biometria facial em funcionamento nos ônibus de Limeira. Assista:

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