O segredo para a cura do Alzheimer pode estar correndo pelas suas veias

Por Redação | 06.05.2014 às 14:51

Fonte de inspiração para diversos autores e presente em lendas da antiguidade que descreviam uma fonte mágica na qual qualquer um que entrasse voltaria a ser jovem instantaneamente, o rejuvenescimento sempre foi tema de discussão, seja em livros de fantasia ou no meio científico. Quem não gostaria de poder voltar a ser jovem, talvez por problemas de saúde, ou por achar que não aproveitou bem a vida? Parece muito fantasioso para você?

O rejuvenescimento foi por muito tempo considerado lenda ou obra de ficção, porém, hoje é algo bastante procurado. Entretanto, reverter os efeitos da idade é difícil. O mais comum é encontrar produtos que prometem diminuir o ritmo do envelhecimento, suavizar rugas, etc. Até agora.

Imagine curar um paciente com Alzheimer, por meio da regeneração de seus tecidos cerebrais? Ou então regenerar partes danificadas de um tecido muscular ou ósseo? Os primeiros indícios de que isso pode acontecer já ocorreram na ciência.

De acordo com o The Verge, uma proteína conhecida por GDF11 pode conter a chave para a reversão dos efeitos do envelhecimento. Em 2005, cientistas demonstraram que o sangue de ratos jovens ajudava a regenerar tecidos musculares de ratos mais velhos, durante testes em laboratório. Agora, uma nota do Instituto de Células-tronco de Harvard indica que os resultados foram obtidos por conta da proteína GDF11. Os primeiros experimentos envolviam uma espécie de "costura" nos sistemas circulatórios dos dois ratos, um processo chamado de parabiose. Os resultados mostraram o envelhecimento precoce nos ratos mais jovens, e recuperação acelarada nos mais velhos.

Amy Wagers, que já participou do Stanford report, da universidade de Stanford, agora faz parte da equipe de pesquisa da Harvard por trás das descobertas a respeito da GDF11. Ratos tratados com a proteína isolada demonstraram cognição e resistência melhoradas, além de uma significativa melhora no funcionamento de seus órgãos. Um estudo separado, conduzido por Saul Villeda, da Universidade da Califórnia, em São Francisco, concluiu que simples transfusões de sangue jovem entre os ratos também melhora as funções cerebrais em ratos mais velhos.

Testes em clínicas podem começar daqui a 3 a 5 anos

A comunidade científica está em polvorosa por conta das descobertas, embora ainda existam diversas dúvidas sobre o processo como um todo. Ainda assim, a equipe de Harvard antecipa que os testes clínicos de terapia em humanos utilizando a GDF11 podem começar dentro de um período de 3 a 5 anos, enquanto rumores apontam que a companhia já começou a preparar pequenos testes de transfusão de plasma em pacientes com Alzheimer.

amostras de sangue

Você provavelmente não poderá voltar aos seus 15 anos de idade, mas convenhamos que os resultados dessa pesquisa são extremamente animadores. Podemos estar presenciando o início de uma revolução na medicina.