O futuro da saúde está na colaboração

Por Colaborador externo | 29 de Julho de 2014 às 08h35

Por Mariane Takahashi*

Em alguns países, como os Estados Unidos, os profissionais de saúde estão unindo-se para fornecer cuidado coordenado e transparente aos pacientes. O objetivo é não só reduzir erros médicos, como também melhorar a qualidade e ao mesmo tempo diminuir custos, evitando, por exemplo, duplicações desnecessárias de serviços. Como as organizações responsáveis podem obter sucesso na prestação de cuidados de alta qualidade e direcionar de forma mais sensata as verbas da saúde? A tecnologia de colaboração pode ser uma resposta. Ela conecta os pacientes e os provedores de saúde independente das distâncias e ainda contribuiu para melhorar o fluxo de trabalho.

Uma solução de voz, vídeo e conteúdo adequada atende às necessidades clínicas e também as de cunho administrativo de uma organização. É capaz de aperfeiçoar as comunicações por todo o sistema de entrega de saúde, conectando os médicos, administradores e pacientes de um modo mais pessoal e com a melhor relação custo x benefício. Por exemplo, um paciente pode precisar de ajuda de um especialista que se encontra em outra cidade ou estado. Utilizando uma aplicação móvel baseada em vídeo e instalada em smartphones ou tablets, é possível desafiar as distâncias, conectando todos os envolvidos face a face e com um atendimento de alta qualidade.

As tecnologias colaborativas podem também suportar as necessidades de comunicação internas. Elas abrem as portas para que mais colaboradores nos hospitais recebam treinamento profissional ao vivo e a partir de qualquer lugar. Os médicos e administradores podem atualizar suas equipes, em tempo real, e de maneira clara, mesmo à distância.

É mais fácil perceber o poder desta tecnologia quando se tem conhecimento de como ela vem sendo utilizada. O Orlando Health, um sistema que reúne nove hospitais da Florida, confia na vídeo colaboração para disponibilizar o melhor atendimento possível ao paciente. O tempo é muito importante no atendimento de um paciente vítima de um acidente vascular, por exemplo. Situação que requer resposta rápida e clareza na comunicação. Desta forma, os neurologistas do complexo hospitalar da Flórida utilizam a comunicação ao vivo, via vídeo, em seus tablets, interagindo prontamente com os seus pacientes, independentemente de onde estejam, fazendo os questionamentos e aplicando os testes que permitem melhor diagnosticar as condições do paciente. De um lado, quem está recebendo o atendimento conta com cuidados de qualidade em tempo real. De outro, os médicos poupam um tempo valioso eliminando deslocamentos desnecessários até o hospital.

Outro ponto valioso é a liberdade de escolher qualquer dispositivo que se tenha em mãos para fazer as conexões, de forma rápida e em alta qualidade, e gerir essa chamada através de uma infraestrutura que dá ao profissional a confiança de que está falando com a pessoa certa e o que é melhor, com total privacidade. Voltando aos exemplos, é possível que um sobrevivente de AVC e sua família tenham acesso a um especialista de fisioterapia de alto nível em um determinado hospital ou universidade, sem ter que viajar até lá. Casos complexos também podem ser discutidos com especialistas de qualquer outro local do mundo, compartilhando inclusive as imagens e os exames do paciente. Essa agilidade na comunicação permite decisões mais rápidas a respeito do melhor tratamento e procedimentos médicos, o que com certeza salva muito mais vidas.

Já do ponto de vista administrativo, cresce continuamente o interesse das instituições de saúde em fazer as suas próprias gravações de treinamentos, cirurgias, congressos, entre outros, e torná-los disponíveis on demand. Algumas tecnologias permitem não só gravar reuniões via vídeo colaboração, mas também que o profisisonal de saúde do departamento de educação de um hospital, faça gravações falando para a câmera e as disponibilize em um portal. Os demais interessados podem fazer consultas online e descobrir mais sobre a gestão de diabetes e perda de peso, por exemplo. Estes recursos possibilitam aos interessados o acesso à informação certa, na hora certa, sem a necessidade de produção de custosos vídeos em estúdio.

É importante, porém, que as organizações entendam todos os aspectos associados à vídeo colaboração antes de avançarem. Integração e interoperabilidade são requisitos fundamentais. Utilizar uma solução baseada em padrões abertos dá total liberdade para que a comunicação ocorra com inúmeros dispositivos móveis, computadores, sistemas de comunicação unificados, aplicações B2C baseadas em vídeo ou mesmo sistemas específicos de telemedicina.

Escalabilidade, flexibilidade e alta qualidade de áudio são essenciais também para a área da saúde. Assim como simplicidade e facilidade para gerenciar o conteúdo de vídeo gravado. Localizando rapidamente um material no arquivo, utilizando, por exemplo, apenas uma palavra chave, o que mais uma vez vai ao encontro da agilidade imprescindível na área médica. Por último, mas não menos importante, merece destaque a mobilidade. Os carts de telemedicina transformam uma sala cheia de tecnologia em uma simples estação de trabalho móvel. Os dispositivos periféricos facilmente conectam-se ao sistema de vídeo móvel, permitindo que os profissionais médicos compartilhem imagens de alta definição, dos olhos, garganta ou mesmo pele de um paciente, mais uma vez, em tempo real.

Com as barreiras geográficas, reformas na área de saúde, aumento de custos, melhorias no atendimento e na gestão das organizações os fornecedores necessitam modernizar-se com meios de entrega mais rápidos e rentáveis e que assegurem o melhor atendimento ao paciente. A adoção de soluções de colaboração baseadas em padrões é um caminho importante para que os fornecedores de saúde alcancem estes objetivos.

*Mariane Takahashi é diretora de marketing América Latina e Caribe da Polycom

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