Novo relatório financeiro revela que vendas da IBM continuam a afundar

Por Redação | 18.07.2014 às 12:13

As coisas não andam nada boas para a fabricante norte-americana IBM. Pelo nono trimestre consecutivo, a companhia reportou resultados financeiros negativos, numa das piores sequências de toda a indústria e da longínqua história de 103 anos de existência da empresa. Para o segundo trimestre de 2014, as perdas foram de 1,5%.

Apesar do resultado negativo, ele ainda foi superior ao esperado pelos especialistas e investidores de Wall Street. O relatório aponta que a empresa conseguiu ajustar para cima os ganhos por ação e seguirá adiante com os recentes planos de fazer com que cada papel passe a valer pelo menos US$ 20 até o final do próximo ano.

A estratégia é um pouco arriscada, já que como não se está conseguindo vender tanto quanto o esperado, a empresa tem que fazer cortes agressivos nos custos de produção, vender algumas linhas de negócio e demitir funcionários. Com o dinheiro poupado a partir dessa redução de custos, a empresa quer investir pesado na computação na nuvem, o seu atual calcanhar de aquiles.

Inclusive essa é a principal preocupação de Virginia Rometty, CEO da IBM. Em uma entrevista recente ao Businessweek, a executiva falou da urgência da empresa se adaptar à atual realidade da computação na nuvem e que o corpo de mais de 430 mil funcionários da empresa estava demorando demais para responder a essa demanda.

Devido a inércia da IBM nesse segmento, milhares de clientes corporativos têm optado por soluções de outros parceiros comerciais em detrimento da norte-americana para montar sua infraestrutura na nuvem. E é esse baixo interesse nos servidores e hardware da companhia que tem feito seus lucros caírem por terra nos últimos nove trimestres.

Numa tentativa de estancar o dinheiro que cada vez está mais escasso, a empresa anunciou recentemente uma parceria com a Apple no começo desta semana. A ideia é que a companhia conhecida por suas linhas de computadores corporativos e servidores desenvolva mais de 100 aplicativos mobile para atender as necessidades de vários setores da indústria e que rodarão no iPhone e iPad.