Nova mão biônica consegue simular sensação do tato em pacientes amputados

Por Redação | 20.02.2013 às 07:30

Uma nova mão eletrônica desenvolvida por cientistas da Escola Politecnica Federal de Lausanne, na Suíça, pode inaugurar uma nova era nos transplantes de membros biônicos para pessoas amputadas. Programada para ser transplantada em um paciente de Roma de cerca de 20 anos que perdeu a parte dianteira de seu braço em um acidente, a mão é capaz de simular o sentido do tato e enviar percepções sensoriais ao cérebro da pessoa. Saiu no The Independent.

De acordo com Silvestro Micera, um dos responsáveis pelo desenvolvimento da mão biônica, a fiação do dispositivo será conectada através de eletrodos ao sistema nervoso do paciente, o que permitirá que ele controle os movimentos da mão e sinta o toque de objetos como se o membro pertencesse ao corpo.

O grupo responsável pelo transplante ainda não tem certeza que o resultado esperado será atingido, mas se mostra esperançoso. "É um grande progresso, uma esperança de verdade para pessoas amputadas. Essa será a primeira prótese que fornecerá feedback de toque em tempo real", explica Micera.

Em 2009, um modelo semelhante à mão biônica atual foi transplantado temporariamente ao paciente Pierpaolo Petruzziello, que perdeu seu braço em um acidente de carro. Conforme Petruzziello afirmou na época, além de controlar os dedos e fechar a mão com facilidade, ele era capaz de sentir quando médicos estimulavam a palma da mão com agulhas. A versão, entretanto, só possuia duas zonas sensoriais, diferente da mais recente, que mandará feedback de todos os dedos para o cérebro.

Após o procedimento, o paciente deverá usar a mão biônica por um mês para ver como o corpo se adapta ao membro artificial. Se tudo der certo, um modelo 100% funcional estará pronto nos próximos dois anos. Um dos problemas a serem testados é se os pacientes suportarão ficar com o membro ligado ao corpo o tempo todo ou precisarão que ele seja removido periodicamente.