Nova linha de notebooks é a resposta da Microsoft aos Chromebooks

Por Redação | 19.08.2014 às 14:31
photo_camera Reprodução

Ainda pouco populares no Brasil, os Chromebooks começam, devagar, a se configurar como uma alternativa barata para quem quer notebooks simples e versáteis. Disponíveis em diversos modelos no exterior e criados pelo Google em parceria com empresas como Asus e Samsung, os modelos parecem estar chamando a atenção da concorrência, já que a Microsoft, ao lado da HP, também anunciou a investida em um nicho semelhante de mercado.

Conheça o HP Stream, aparelho de dimensões reduzidas que vai custar apenas US$ 200 (cerca de R$ 450) e roda o sistema operacional Windows 8.1. Apesar dessa especificação em si apontar para um computador mais tradicional, são as outras configurações que colocam o notebook lado a lado com os Chromebooks. As informações são do site Mobile Geeks.

O processador AMD é modesto, e vem acompanhado de 2 GB de memória RAM. Apesar dos 32 GB de memória flash, o grande foco aqui é o incentivo ao armazenamento de arquivos na nuvem, já que todos que adquirirem o HP Stream levam, gratuitamente, dois anos de assinatura do Microsoft OneDrive, o serviço de computação na nuvem da empresa. É uma oferta semelhante à que o Google entrega com a compra de seus Chromebooks.

Seguindo a onda de design atual da Microsoft, o Stream estará disponível em três cores – prata, verde e roxo. As portas são USB (duas 2.0 e uma 3.0), além de uma saída HDMI. O computador conta ainda com uma webcam capaz de gravar vídeos com resolução 720p e tela de 14 polegadas, com 1366 x 768 pixels.

Seria esse, então, o primeiro indício de um ressurgimento dos netbooks? Os aparelhos de baixo custo e poder, voltados para quem faz um uso simples, acabaram espremidos entre uma oferta de computadores mais potentes e tablets, mais portáteis e versáteis, fazendo com que o nicho acabasse desaparecendo bem rapidamente.

Mas agora, com a onda dos Chromebooks, eles parecem estar voltando. A Microsoft já afirma que está trabalhando com outros parceiros de fabricação na produção de mais computadores do tipo, e o foco é o mesmo: inicialmente, as máquinas terão como principal público os estudantes, professores e pequenas empresas, que precisam de ferramentas para trabalho remoto. Justamente a estratégia que levou os notebooks do Google de uma posição de coadjuvante para cada vez mais um ponto de interesse do público em geral.