No futuro, seu coração poderá gerar energia elétrica para implantes eletrônicos

Por Redação | 22 de Janeiro de 2014 às 12h15
photo_camera Divulgação

Sensores biométricos ainda são ferramentas muito recentes. Você já viu aqui no Canaltech que várias empresas trabalham para levar esse recurso aos tablets e smartphones, incluindo a leitura da íris e das impressões digitais - que já existem no iPhone 5S. Até mesmo o seu coração poderá servir como senha de acesso ao seus gadgets favoritos.

E já que estamos falando do nosso coração, tudo indica que a ciência está próxima de dar mais um passo no desenvolvimento de novas tecnologias para um dos órgãos mais importantes do nosso corpo. O último experimento vem de cientistas da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, que criaram um sistema que permite gerar energia elétrica a partir dos batimentos cardíacos. Saiu no New Scientist.

A técnica consiste em utilizar materiais piezoelétricos, nome dado aos elementos que conseguem gerar eletricidade quando as camadas de elétrons são pressionadas. Partindo desse princípio, os pesquisadores usaram um outro material chamado titanato zicornato de chumbo - um componente cerâmico com propriedades piezoelétricas - em uma base flexível de silicone, que pode ser modificada de acordo com cada órgão.

Quando essa base se movimenta, à medida que o órgão se move, ela pressiona seus elétrons para então criar cargas elétricas (positivas e negativas) em cada extermidade. Os testes comprovam que o mecanismo consegue gerar cerca de 0,2 microwatts por centímetro quadrado, energia suficiente para manter as baterias de algum dispositivo eletrônico implantado no corpo recarregadas. A novidade poderia beneficiar, por exemplo, baterias de marca-passos, sistemas de monitoração cardíaca e até próteses para pessoas com alguma deficiência auditiva.

"Se você olhar para as tendências nos dias de hoje, vai perceber o surgimento de mais e mais dispositivos eletrônicos implantáveis. Acredito que será crescente a demanda por energia através do próprio corpo", disse John Rogers, um dos cientistas que conduziu os testes. Rogers ainda afirma que várias camadas das fitas de silicone poderiam ser empilhadas para gerar mais energia em implantes que exijam maior potência.

O próximo passo da equipe é acompanhar o equipamento implantado por vários anos no corpo. Atualmente, os testes são feitos em animais, como porcos, ovelhas e vacas, e só a partir de mais resultados é que o experimento poderá ser realizado com órgãos humanos. O vídeo abaixo mostra como deverá ser esse processo:

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