NVIDIA realiza evento para divulgar a sua plataforma GRID; conheça os exemplares

Por Pedro Cipoli | 07.06.2013 às 18:44 - atualizado em 07.06.2013 às 19:17
Rack GRID

Esta semana, a NVIDIA realizou um evento em São Paulo para anunciar o início dos projetos de sua linha GRID no Brasil. A linha é voltada para empresas que precisam de um nível altíssimo de processamento em aplicações de modelagem 3D, edição de vídeos, bem como estúdios de animação e praticamente qualquer tipo de produção que necessite de um enorme potencial gráfico.

Antes de conhecer os modelos anunciados, vamos entender um pouco mais o funcionamento do GRID. Atualmente, um profissional que queira trabalhar com aplicações gráficas precisa realizar um investimento bastante alto em uma workstation de alto desempenho, situação que pode ser um gargalo financeiro por dois principais motivos: dependendo do número de profissionais, o investimento pode alcançar centenas de milhares de reais, sendo inviável para a maioria das empresas; além disso, a máquina fica restrita a apenas um local, obrigando o profissional a se deslocar para lá sempre que precisar.

Funcionamento do GRID

Uma máquina, vários usuários

É aí que entra o GRID. Podemos imaginá-lo como uma máquina central, já que vários usuários podem se conectar a ela e compartilhar o seu processamento através de thin clients específicos (que, aliás, trazem configurações nada modestas, equipados com os processadores Kabini da AMD ou processadores ARM utilizados em smartphones) a partir da rede local da empresa ou de qualquer parte do mundo, utilizando os conceitos de computação em nuvem.

A vantagem desta abordagem é poder investir em apenas uma máquina bastante poderosa e compartilhar os seus recursos com vários usuários simultâneos. Tais máquinas trazem placas de vídeo da linha Quadro da NVIDIA, voltadas especificamente para o público profissional (assim como a linha FirePro da AMD) e utilizando um altíssimo poder de paralelismo, típico de aplicações profissionais, garantindo que vários usuários tenham um nível adequado de processamento. Foram anunciados 2 modelos:

GRID K1

NVIDIA VGX K1

Especificações do modelo VGX K1

Utiliza 4 processadores gráficos de baixo consumo e um sistema de resfriamento passivo (sem cooler), resultando em 3072 cores de processamento de fluxo CUDA e arquitetura Kepler e 8 GB de memória RAM dedicada GDDR5. Este modelo possui uma TDP de 130 watts e utiliza um slot PCI Express 3.0 (que é retrocompatível com o PCI Express 2.0 sem perdas de desempenho), necessita de um cabo de alimentação de energia PCI Express de 6 pinos e de dois slots de expansão.

GRID K2

NVIDIA VGX K2

Especificações do modelo VGX K2

Utiliza 2 processadores gráficos de alto desempenho e um sistema de resfriamento passivo (sem cooler), resultando em 768 cores de processamento de fluxo CUDA e arquitetura Kepler, possuindo 16 GB de memória RAM dedicada DDR3. Este modelo conta com uma TDP de 225 watts e utiliza um slot PCI Express 3.0 (que é retrocompatível com o PCI Express 2.0 sem perdas de desempenho), necessita de um cabo de alimentação de energia PCI Express de 8 pinos e de dois slots de expansão.

Cada um dos modelos é voltado para um público diferente: o K1 é voltado para produtoras que necessitam de um potencial gráfico mais escalável e ao mesmo tempo compartilhado do que seria possível com uma workstation. Já o K2 foi desenvolvido para grandes empresas que precisam de uma plataforma para somulações de alta complexidade, como indústrias de petróleo e gás e construtoras.

NVIDIA GRID

No evento, tivemos a oportunidade de conversar com Marcio Aguiar, Business Development Manager da NVIDIA, que nos contou um pouco mais sobre o GRID e seu funcionamento, além de Gustavo Santos, Cloud Client Computing Sales Engineer da Dell, que nos disse que o primeiro Show Case será implementado em Hortolândia, interior de São Paulo, para que clientes em potencial possam conhecer um pouco mais sobre a tecnologia.

Uma das preocupações de Marcio é a péssima infraestrutura de internet que temos no Brasil, em que a baixa qualidade, os filtros colocados por provedores e os altíssimos períodos de latência de rede podem acabar atrapalhando o uso do GRID de forma remota. Ele nos contou também que a NVIDIA possui uma parceira com a Citrix (desenvolvedora do Xen Hypervisor) para a criação de um hyperviser próprio, que diminua para níveis mínimos o duplo processamento do ambiente virtualizado.

Componentes do GRID

O Canaltech foi convidado para conhecer o GRID, que será implementado ainda neste mês. Graças a essa oportunidade, poderemos conhecer mais detalhes do funcionamento da tecnologia. Fique ligado!