Mulher que se diz alérgica à tecnologia afirma que 'vivia em um pesadelo'

Por Redação | 31 de Maio de 2013 às 15h30

Dores de cabeça constantes, insônia e sensações de desconforto fizeram com que a nutricionista britânica Julia Taylor, 53 anos, começasse a achar que estava ficando louca. Ela passou por uma bateria de exames que provaram que ela estava saudável, mas seu problema estava diretamente relacionado com sua alergia à tecnologia.

"Os médicos não conseguiam descobrir o que estava errado comigo (...). Uma bateria de testes mostrou que eu estava saudável, mas parecia que minha cabeça ia explodir. Eu não conseguia dormir direito porque estava sempre cansada e cheguei a ficar acordada por quatro noites seguidas. Me sentia em um pesadelo", afirmou Julia ao Daily Mail. Mesmo sem uma constatação precisa, a nutricionista acredita que seus sintomas estão relacionados com a EHS (hipersensibilidade a eletrônicos).

Em 2005, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um relatório afirmando que a EHS pode ser identificada por uma série de sintomas que estão relacionados à exposição a fontes de campos eletromagnéticos como, por exemplo, TVs e aparelhos móveis. Entre os principais sintomas apresentados pelas pessoas que sofrem com o problema estão vermelhidão, cansaço, fadiga, dificuldade de concentração, formigamento, náusea, tontura, taquicardia e problemas digestivos.

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A OMS afirma que todos os sintomas reunidos não fazem parte de algum tipo de síndrome já reconhecido e que apenas 10% dos casos de EHS são considerados "graves". A organização afirma que os países onde estão concentrados a maioria dos casos são Reino Unido, Suécia, Alemanha, Dinamarca, Áustria e França — ainda não ficou provado cientificamente que problemas de saúde podem ser ocasionados por aparelhos eletrônicos.

Julia Taylor alergia tecnologia

Julia Taylor (Reprodução: Daily Mail)

Julia alega que o seu problema começou em 2008 quando em Glastonbury, cidade onde morava, foi adotada a tecnologia de internet sem fio WiMax. A nutricionista afirma que quando estava fora de casa não tinha nenhum problema ou sintomas, mas ao voltar para sua residência no fim do dia começava a passar mal. Para tentar amenizar seus sintomas, Julia Taylor e sua família se mudaram para East Devon, local conhecido por abrigar mais idosos e pelo baixo uso de eletrônicos, e foi assim que ela viu seus problemas melhorarem.

O caso de Julia não é inédito e tem se espalhado por diversos locais do planeta. A cidade de Green Bank, no estado norte-americano da Virginia, se tornou o principal refúgio para as pessoas que se dizem alérgicas às ondas eletromagnéticas transmitidas pelos produtos eletrônicos.

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