Mudança de estratégia gera aumento no faturamento da Lenovo

Por Redação | 13 de Fevereiro de 2014 às 15h21

Os números revelados pela Lenovo e referentes ao último trimestre de 2013 revelaram que a estratégia “PC Plus”, que prevê o fim da dependência do mercado de computadores e a entrada feroz em outras indústrias, começou bem antes da compra da Motorola. Nos últimos três meses do ano passado, a companhia obteve um crescimento de 15% em seu faturamento, chegando a US$ 10,8 bilhões.

Houve alta também nos lucros, que chegaram a US$ 265 milhões e representaram um aumento de 30% em relação ao que foi registrado no mesmo período de 2012. Em um dado interessante, a Lenovo afirma que cinco dispositivos próprios eram vendidos em todo o mundo a cada cinco segundos, totalizando 32,6 milhões de unidades comercializadas.

E a grande força desse resultado, mesmo antes da compra da Motorola, esteve no campo dos tablets e smartphones. O divisão chamada de “Internet and Home”, que também inclui televisores inteligentes, foi responsável por 16% do faturamento total da Lenovo. Refletindo a tendência global, foram 17,3 milhões de unidades de dispositivos móveis vendidas contra 15,3 milhões de computadores, notebooks ou outros.

Mesmo já ficando para trás em relação ao mundo mobile, a venda de computadores também apresentou alta de 11% e a empresa tem uma expectativa de que esse crescimento continuará a ocorrer, mas de forma cada vez mais modesta. Foi daí que veio a ideia de diversificação, antes que o negócio de PCs e notebooks realmente comece a apresentar baixas e acabe dificultando a vida dos executivos.

Como mostra o jornal The New York Times, os resultados da Lenovo também foram dignos de comemoração por baterem recordes, já que os últimos três meses de 2013 representaram a primeira vez em que o faturamento da empresa ultrapassou a marca dos US$ 10 bilhões. Além disso, serve como uma amostra de que a companhia está mais forte do que os investidores imaginavam, uma ideia que surgiu principalmente após as compras da Motorola e do segmento de servidores da IBM.

Ao todo, a Lenovo gastou mais de US$ 5 bilhões nos dois negócios e levantou suspeitas de que a empresa estaria se movimentando de forma muito agressiva em busca de uma mudança rápida nos números. Para a companhia, agora, o desafio é entrar de vez no mercado dos Estados Unidos e reverter a tendência de queda dos dois negócios recém-adquiridos, algo que os executivos se mostram bastante confiantes de que vai acontecer no futuro próximo.

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