Moto X: o telefone que revela por que o Google comprou a Motorola

Por Joyce Macedo | 04 de Agosto de 2013 às 14h03

Há dois anos, o Google anunciou sua maior aquisição de todos os tempos: a compra da Motorola por US$ 12,5 bilhões. Em uma primeira análise, muitos pensaram que o valor maior dessa transação ficava por conta do grande portfólio de patentes da Motorola – algo que poderia salvar a pele do Google em meio a uma onda de processos de patentes que a gigante da web enfrentava. Porém, agora podemos entender claramente qual era o pensamento do Google no momento da compra: lançar o esperado Google Phone.

O Moto X é o primeiro de uma série de produtos de hardware que vai carregar o software e os serviços da empresa mãe da Motorola, o Google. O Moto X foi construído para ser um dispositivo que agrada a massa, e não apenas uma fatia da população. Apesar desse fator, ele não é um aparelho simples, afinal ele vem carregado de inovação. Essas novidades incluem notificações persistentes, componentes personalizáveis, captura instantânea de foto e autenticação hands-free.

Moto X

Antes da venda, a Motorola passava por uma fase complicada, trabalhando apenas para cumprir os compromissos com acionistas e atingir os objetivos trimestrais. Isso sufocava a possibilidade de inovar e sair do "arroz com feijão". Dennis Woodside, o novo CEO da Motorola, que anteriormente dirigiu a operação de vendas internas do Google, foi responsável por reunir uma equipe de engenharia e ele lamenta ter demitido uma série de engenheiros talentosos da Motorola, que, segundo ele, foram reprimidos pela administração.

O "renascimento" da Motorola estava agora nas mãos de Googlers empenhados e também de alguns profissionais trazidos de fora para colaborar com o grande projeto. A equipe decidiu então fazer um telefone emblemático, com apelo para o grande público. Com uma série de funções inovadoras e fabricação no território norte-americano, o tão esperado Google Phone promete fazer valer todo o trabalho e investimento do Google.

O Moto X foi anunciado oficialmente esta semana. Como o Canaltech já mostrou em sua análise, ele não tem a intenção de ser brutalmente rápido com suas especificações, mas sim ser mais "inteligente" do que os modelos atuais e oferecer features que melhoram a experiência de uso.

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