Mito ou verdade: o álcool mata as células cerebrais?

Por Redação | 19 de Março de 2013 às 17h20

Existem muitos estudos relacionados aos efeitos do álcool no cérebro, e sempre foi dito que esse tipo de droga lícita pode realmente prejudicar o órgão mais complexo do corpo humano. Mas matar diretamente as células do cérebro nunca foi considerado como um efeito do álcool. Pelo menos até agora.

Um estudo realizado por pesquisadores norte-americanos e divulgado pela ScienceDirect.com veio para derrubar esse mito da ciência. Ele mostrou que o álcool pode impactar a capacidade do cérebro de produzir novas células, reduzindo essa produção em quase 40%.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores deram álcool para ratos ao longo de um período de duas semanas, aumentando a sua concentração no sangue para cerca de 0,08. Embora esse nível não prejudique as habilidades motoras dos ratos ou sua aprendizagem de curto prazo, ele impactou a capacidade do cérebro de produzir e manter novas células.

O consumo pesado de álcool durante longos períodos pode danificar as conexões entre as células cerebrais, além de também poder afetar a forma como o seu corpo funciona. Um consumo de longo prazo pode provocar atrofia ou encolhimento cerebral, como pode ser visto em doenças cerebrais como AVC (acidente vascular cerebral) e doença de Alzheimer.

O funcionamento do cérebro

O cérebro é composto de células nervosas (neurônios) e células da glia (não neuronais). Essas células se comunicam umas com as outras dizendo o que o corpo tem que fazer. As células do cérebro nos permitem aprender, imaginar, sentir emoções e controlar o movimento do nosso corpo. Os efeitos do álcool sobre todas essas atividades podem ser notados logo depois de alguns drinques, fazendo-nos sentir embriagados.

Como evitar problemas

Para evitar lesões relacionadas ao álcool, os especialistas recomendam que adultos não bebam mais de quatro doses normais em uma única ocasião. A dica se aplica a ambos os sexos, porque enquanto as mulheres geralmente ficam embriagadas com menos álcool, os homens tendem a assumir mais riscos e ter efeitos mais nocivos.

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