Mirando varejo tradicional, Amazon pode comprar lojas da rede RadioShack

Por Redação | 03 de Fevereiro de 2015 às 16h45
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Toda a vida e obra da Amazon foi construída na internet com lojas online e, nos últimos anos, serviços digitais. Mesmo assim, eventualmente, surgem rumores de que a empresa estaria pronta para atacar também o varejo tradicional, abrindo lojas e seguindo os passos da Apple, que cada vez mais se torna uma rival nos segmentos de produtos e tecnologia móvel.

Os boatos mais recentes sobre esse assunto têm a ver com a falência da RadioShack, uma das mais tradicionais redes de lojas de eletrônicos dos Estados Unidos. No final do ano passado, após diversos períodos de graves problemas financeiros, a empresa abriu processo de falência junto à justiça americana e trabalha agora em um processo de recuperação que envolveria a venda de boa parte de suas lojas físicas. E é aí que entra a Amazon.

Originalmente, acreditava-se que a operadora norte-americana Sprint seria uma das parceiras da RadioShack no negócio, adquirindo alguns estabelecimentos para a abertura de lojas próprias. Mas, de acordo com informações publicadas pelo Bloomberg, a empresa de Jeff Bezos também estaria interessada em alguns endereços para a abertura não de comércios tradicionais, mas sim espécies de showrooms com alguns de seus produtos de maior sucesso. O foco, claro, seriam os aparelhos da linha Kindle.

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O objetivo, aqui, seria focar menos nas vendas físicas e mais na exibição dos artigos. Além disso, a ideia seria expandir os serviços de frete grátis permitindo que os clientes busquem os produtos nas lojas ao invés de tê-los entregues em sua residência. Dessa forma, eles também poderiam acabar se interessando por mais artigos e realizando mais compras, muitas das quais poderão ser feitas no próprio local. O movimento ainda atingiria aquela pequena parcela de pessoas que ainda não confiam no comércio eletrônico e permanecem existindo fora do alcance da companhia.

Atualmente, a RadioShack possui cerca de quatro mil lojas espalhadas pelos Estados Unidos. De acordo com as informações do site Ubergizmo, que publicou os rumores, a Sprint estaria interessada em cerca de duas mil delas. A outra metade, então, poderia ficar com a Amazon, ou então, acabarem fechadas como indicam os planos de falência registrados pela empresa.

Por enquanto, claro, nada confirmado. A Amazon não se pronunciou sobre o assunto nem revelou planos de expandir seus negócios para o mundo físico. Para muita gente, inclusive investidores e acionistas da companhia, essa é a alternativa óbvia para manter o crescimento no mundo do comércio não apenas eletrônico. Resta, então, esperar para ver.

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