Microsoft faz parcerias para continuar oferecendo suporte ao Windows XP na China

Por Redação | 09 de Abril de 2014 às 13h03

Apesar de ter encerrado as atualizações para o Windows XP em todo o mundo, a Microsoft pretende continuar dando suporte aos usuários chineses que ainda utilizam o antigo sistema operacional. O suporte continuará por meio de uma parceria firmada com a Lenovo Group Ltd, a Tencent Holdings e diversas empresas chinesas de computação, que fornecerão softwares e serviços de segurança para quem ainda não atualizou o computador.

A decisão da Microsoft se deve ao fato de ainda existirem 200 milhões de pessoas que ainda utilizam o Windows XP na China, o que corresponde a cerca de 70% do mercado. Como os sistemas operacionais mais recentes precisam de hardware mais potente, a troca do Windows XP acaba ficando muito cara para grande parte das pessoas, que teriam que trocar seus equipamentos.

De acordo com a Reuters, a parceria da Microsoft com as empresas oferecerá serviços como informação sobre proteção, reparos de vírus e futuras atualizações para o Windows 7 ou 8. "Para os usuários domésticos que continuam utilizando o Windows XP, nós estamos priorizando medidas de segurança antes de fazer o upgrade para um novo sistema operacional", declarou a Microsoft por e-mail.

A empresa Tencent Holdings afirmou que fornecerá suporte totalmente grátis ao Windows XP. Além disso, a empresa montará duas linhas diretas, que funcionarão 24 horas por dia para que os usuários possam tirar suas dúvidas. Entre as empresas chinesas que também fazem parte da parceria, está a Qihoo 360 Technology, que declarou que continuará fornecendo suporte ao antigo sistema operacional da Microsoft enquanto existirem pessoas na China fazendo uso dele.

Com essa estratégia amigável a Microsoft espera conseguir encorajar os chineses a atualizarem seus sistemas operacionais e reduzir o número de computadores funcionando com Windows XP pirata. Em 2011, o ex-CEO da Microsoft, Steve Balmer, chegou a dizer que as vendas do sistema na China estavam muito baixas, apesar do número de computadores comprados ter igualado o dos EUA.

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