Microsoft estaria deixando lojas internacionais de aplicativos de lado

Por Redação | 23 de Setembro de 2014 às 09h45
photo_camera Divulgação

A presença de lojas de aplicativos internacionais, com uma oferta de apps diferente para cada região, pode ser ótima para os usuários. Por outro lado, também demanda uma atenção especial de cada braço nacional das empresas, que precisam agir de maneiras diferentes para agradar o público e garantir o direcionamento de ofertas. E é justamente nesse quesito que a Microsoft estaria deixando a desejar.

A opinião é dos especialistas do DrWindows.de, um dos principais sites alemães especializados em Windows Phone. Segundo o veículo, a empresa estaria focando apenas na versão americana de seu marketplace e desmerecendo todas as outras unidades internacionais, deixando de agir até mesmo em questões práticas, como a violação de termos de uso ou a classificação errônea de softwares.

O site cita o caso de aplicações de uma empresa chamada PopularMobileApps, que estariam disponíveis como gratuitos na Windows Phone Store mas teriam um prazo de gratuidade de apenas cinco dias. Além disso, sua utilização é impedida por anúncios frequentes de outras soluções da companhia, ambas atitudes que, por si só, seriam suficientes para a remoção completa dos apps.

Após diversas trocas de e-mails e contatos com os responsáveis pela moderação da loja online, a Microsoft finalmente acatou os pedidos e removeu os aplicativos suspeitos – mas apenas da versão americana da loja. Versões internacionais, incluindo a da Alemanha, país onde residem os reclamantes, permanecem com os softwares irregulares, enquanto a companhia não responde mais aos contatos por esclarecimentos.

A remoção definitiva dos aplicativos aconteceu apenas algumas semanas depois, motivo suficiente para que o DrWindows publicasse a matéria acusando a Microsoft de favorecimento. Para o veículo, a empresa está se esquecendo de seus usuários internacionais e centralizando seus esforços apenas no território que traria mais lucros para a operação. Algo que, na visão dos especialistas, soa como desrespeito aos clientes ao redor do mundo e também como um grande empecilho para o crescimento da plataforma de forma global.

Oficialmente, a Microsoft não se pronunciou sobre o assunto.

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