Microsoft diz que demissões foram para garantir inovação, e não pelo lucro

Por Redação | 20 de Novembro de 2014 às 14h45

Em julho, a Microsoft anunciou um plano no qual demitiria 18 mil profissionais, cerca de 14% de seu quadro de funcionários. Quatro meses se passaram e parece que o objetivo está quase concluído. A intenção da empresa foi colocada em prática, realizando uma demissão gradativa. Esta redução de profissionais é a maior da história da empresa e, segundo o CEO Satya Nadella, foi impulsionada pela necessidade de investir em novas tecnologias – e não pelo simples fato de obter lucros com o corte de gastos.

O antecessor de Nadella, Steve Ballmer, foi bastante criticado por não ter reagido rapidamente atrás de oportunidades em redes sociais, busca e mobile. São exatamente estes setores que Nadella não quer deixar de lado. Desde o início de sua gestão, o CEO afirmou que gostaria de ampliar os investimentos em novas tecnologias, além do que os modelos financeiros da empresa permitiriam.

A partir do desejo de Nadella investir em novas áreas, a CFO da companhia, Amy Hood, avaliou como poderia liberar dinheiro para investimentos em novas tecnologias promissoras. As demissões foram uma maneira encontrada, talvez a principal, para fazer com que isso acontecesse.

A primeira onda de demissões atingiu cerca de 13 mil funcionários. Já em setembro, os cortes aconteceram em outros 2,1 mil empregados da empresa. No final do mês de outubro a empresa voltou a fazer demissões, algo próximo de 2,9 mil colaboradores. A maior parte, cerca de 12,5 mil dos empregos eliminados, referem-se à força de trabalho da Nokia, adquirida pela Microsoft no ano passado por US$ 7 bilhões.

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