Microsoft deve ter demissão em massa, a maior dos últimos cinco anos

Por Redação | 15 de Julho de 2014 às 12h49
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Desde que assumiu o cargo de CEO da Microsoft há cinco meses, Satya Nadella anunciou poucas mudanças na estrutura da empresa. Inclusive, o executivo divulgou na semana passada uma carta aos funcionários da companhia sobre o que esperar da corporação daqui em diante. Contudo, novas informações indicam que a gigante de Redmond passará por uma grande reforma que vai ocasionar a demissão de milhares de empregados.

Segundo a Bloomberg, fontes familiarizadas com os planos da empresa afirmam que a Microsoft divulgará ainda nesta semana um plano de reestruturação, o maior da história da companhia desde 2009, quando 5.800 profissionais foram demitidos - na época, cerca de 5% do quadro de funcionários. Os detalhes de como isso irá acontecer ainda estão em andamento, mas os informantes alegam que os cortes vão atingir principalmente pessoas que trabalham nas áreas de marketing e engenharia.

Outros setores da Microsoft que podem ser afetados pelas demissões em massa são a equipe global do Xbox e a divisão de celulares da Nokia, adquirida pela empresa em setembro de 2013. Essa aquisição trouxe cerca de 30 mil novos funcionários à Microsoft, que contablizou 127.104 empregados em 3 de junho. A quantidade é superior ao número de empregados de rivais como Apple e Google, o que justificaria o corte tão alto no número de funcionários.

Peter Wootton, um porta-voz da Microsoft, se recusou a comentar os rumores.

Resultados na próxima terça-feira

Os cortes de empregos na Microsoft já rondam a empresa desde a aquisição da Nokia. No memorando escrito por Nadella aos seus empregados na última quinta-feira (10), o executivo não fez nenhum comentário sobre essa medida, se limitando apenas a dizer que irá "aumentar a fluidez de informações e ideias por meio de ações mais eficientes, organizando e desenvolvendo processos de negócios mais simples".

Satya Nadella

(Foto: Eric Risberg, Associated Press)

Todos esses planos serão detalhados no dia 22 de julho, quando a empresa apresentar seus lucros trimestrais e explicar quais mudanças serão necessárias para o futuro da companhia. "A mudança cultural significa que vamos fazer coisas de forma diferente. Ou seja, todos nós vamos utilizar novas abordagens e trabalhar juntos para fazer o melhor pela Microsoft", destacou Nadella. Ele também escreveu que tinha pedido aos seus líderes seniores para avaliar oportunidades de como avançar seus processos de inovação.

Embora não tenha especificado divisões individuais, outro ponto que Nadella defendeu ser importante para a Microsoft é a marca Xbox. Rumores diziam que a companhia iria descontinuar sua divisão de consoles devido a prejuízos, mas o CEO garantiu comprometimento com o desenvolvimento da plataforma de jogos. Em entrevistas anteriores, o executivo já havia dito que "não há nenhuma intenção de fazer qualquer coisa diferente com o Xbox daquilo que estamos fazendo hoje".

Além do Xbox, Nadella indicou que o motor de busca Bing é outro produto que também não será descontinuado. "Ele [o Bing] é responsável por aproximadamente 30% do mercado de pesquisas na web e, portanto, pode ser comparado ao iPhone da Apple no mercado de smartphones", afirmou o executivo em maio durante uma entrevista ao site The Verge.

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