Microsoft confirma mais duas mil demissões em todo o mundo

Por Redação | 18 de Setembro de 2014 às 16h20
photo_camera Divulgação

Após alguns rumores e uma expectativa bastante negativa, a Microsoft confirmou a realização de mais uma rodada de demissões em seus escritórios de todo o mundo, desta vez atingindo 2,1 mil funcionários. Em sua maioria, os dispensados trabalhavam diretamente para a Nokia em funções que estavam sendo consideradas como redundantes.

É justamente a união entre as duas companhias que vem sendo o principal motivo por trás das demissões. Afirmando estar em busca de uma otimização de seus negócios e também de uma adequação ao mercado atual, a empresa previu, em julho, que demitiria pelo menos 18 mil pessoas. Quase 13 mil foram mandadas embora na ocasião, e agora, essa segunda rodada envolve mais dois milhares de empregados. As informações foram publicadas pelo ZDNet, também os responsáveis por falar inicialmente sobre as dispensas na quarta-feira (17).

De acordo com o CEO Satya Nadella, a ideia agora é criar uma Microsoft com menos camadas e níveis de gestão, de forma a facilitar o processo de tomada de decisão e a comunicação entre todos os envolvidos na cadeia de produção. Isso implicou na dispensa de funcionários dos mais diferentes escalões em escritórios de todo o mundo.

No Brasil, porém, a informação oficial é que as mudanças não tiveram impacto. De acordo com as informações publicadas há alguns meses, a integração entre a Microsoft e a Nokia aconteceu por aqui antes mesmo do início dos esforços de reestruturação internacionais, com poucas demissões e uma união completa entre os trabalhadores das duas empresas.

Em todo o mundo, porém, a situação é bem diferente e estima-se que, dos 13 mil empregados demitidos até agora, pelo menos 12,5 mil eram funcionários da Nokia. A expectativa, agora, é por mais uma etapa de demissões até o final do ano, já que apesar da empresa estar perto do número de dispensas imaginado inicialmente, ainda faltam alguns milhares de pessoas para que as previsões de Nadella sejam atingidas.

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