Microsoft acaba com divisão de venda de publicidade

Por Redação | 31.10.2014 às 15:55
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A reestruturação interna da Microsoft, após a aquisição e incorporação da Nokia, teve como grande vítima as equipes de venda de espaços publicitários. De acordo com informações não confirmadas oficialmente, a empresa teria encerrado completamente a atividade de todos os escritórios relacionados a isso globalmente, demitindo mais de 100 pessoas em países como EUA, Reino Unido e outros.

O time de publicidade era o responsável por fazer a ponte entre agências e a empresa, vendendo espaço em aplicativos e serviços como o Skype, Bing, Outlook, Windows 8 e todas as demais propriedades da companhia. Informações de clientes não-identificados, publicadas pelo Business Insider, indicam que as vendas de propagandas teriam sido encerradas já no começo do mês, com apenas os contratos ainda em vigência sendo cumpridos.

A ideia geral é que a Microsoft estaria saindo definitivamente desse segmento, que não vinha apresentando lucros ou resultados satisfatórios aos olhos da empresa. Tanto a equipe de vendas quanto o time conhecido como Yarn, dedicado a bolar ferramentas de engajamento e posicionamento de publicidade, teriam sido encerrados, com a companhia cortando de vez os laços com agências e anunciantes.

Não se sabe, por exemplo, se Frank Holland, vice-presidente de propaganda da Microsoft, também será demitido como parte dos cortes. Os rumores sobre uma possível saída da Microsoft do ramo da publicidade já eram antigos e vinham desde o começo do ano, quando os já baixos 2,45% de market share da empresa nesse mercado vinham caindo cada vez mais. Além disso, a Microsoft vendeu, em 2013, a Atlas, uma empresa que presta serviços de publicidade online, para o Facebook.

Oficialmente, a Microsoft confirmou a realização de uma nova rodada de demissões nesta semana, mas não disse exatamente quais setores foram afetados. Sabemos, por exemplo, que o Xbox Entertainment Studios, responsável pela produção de conteúdo original para os video games da companhia, também teve suas atividades encerradas, com shows em desenvolvimento cancelados e seus diretores demitidos.

A onda de dispensas faz parte de um esforço global da Microsoft para se adequar após a compra e a incorporação do segmento de smartphones da Nokia. A união das duas empresas teria criado uma série de postos redundantes em todos os setores e o processo de demissões vem sendo liderado pelo CEO Satya Nadella como uma forma de tornar a companhia mais dinâmica e preparada para o futuro.

Mas, pelo que parece, o trabalho vai um pouco além disso e também se relaciona a um enxugamento das estruturas da empresa, principalmente naqueles segmentos que vêm apresentando desempenho ruim ou que não se encaixam mais nos planos da Microsoft em longo prazo. Ao todo, 18 mil pessoas foram demitidas desde abril, quando a rodada de reestruturação começou.