Mercado de Big Data deve ultrapassar US$ 1 bi no Brasil em 2017, diz IDC

Por Rafael Romer | 27.08.2013 às 18:49

O mercado de Big Data no Brasil deve ultrapassar a cifra de US$ 1 bilhão em 2017, afirmaram especialistas da consultoria IDC. Atualmente, o mercado de software, hardware e serviços de Big Data brasileiro já movimenta US$ 285 milhões no país. “Já é uma mercado que cresce em taxas altas. O Crescimento Anual Composto (CAGR) entre 2012 e 2016 é de 46%, que é gigante”, afirma Samuel Carvalho, coordenador de Estudos na IDC.

O valor é parte considerável da estimativa atual do tamanho deste setor na América Latina, que já chega à US$ 600 milhões. Em 2017, a América Latina deve atingir a marca de US$ 1,8 bilhões. No mundo inteiro, o mercado deve movimentar US$ 11 bilhões neste ano. “Quando falamos nisso, não falamos apenas em software, mas também de hardware e de um ecossistema de serviços, relacionado ao outsourcing, consultoria, serviços de armazenamento. E incluídas algumas tendências como os novos papei na TI, como o Cientista de Dados”, afirma o Gerente de Programa de Software da IDC América Latina, César Longa.

Nesta terça-feira (27), a IDC Brasil promoveu sua BI e Big Data Conference, focada na discussão de como o fenômeno do Big Data pode gerar insights e informações que motivem a tomada de decisões nos negócios. Na avaliação de Carvalho, o tema de Big Data já permite ao setor pare de falar em TI como tecnologia e mude o foco da discussão para TI como negócio. “Big Data dá transparência, agiliza a tomada de decisão. Isso tudo não é TI, isso é negócio”, afirma.

De acordo com estimativas da IDC, 22% do mercado mundial do TI já passa pela chamada “terceira plataforma”, que corresponde às tendências do Big Data e Business Analytics, Cloud, Social e Mobilidade. “90% do crescimento de TI virá destes quatro pilares. Tudo que se fala de TI hoje dia passa por esses quatro pilares, embora a tecnologia que já existe continuará existindo”, explica.

Os altos investimentos em Big Data, no entanto, ainda não se refletem na mesma magnitude no mercado. De todo universo digital, cerca de 23% da informação tem algum tipo de importância para empresas, mas menos de 2% é identificado e apenas cerca de 1% efetivamente analisado.

Carvalho aponta também que, apesar de muito divulgado, o termo Big Data e as tecnologias e ferramentas ligadas a ele ainda não são completamente compreendidas pelas empresas. Segundo dados de uma pesquisa lançada em dezembro do ano passado pelo IDC, 43% das empresas brasileiras alegaram já contar com planos ligados ao Big Data ou que irão implementá-los no futuro próximo. “É um número alto quando a gente fala de uma tecnologia nova, mas é importante entender o que ele quer dizer”, explica. “Tem gente que tem uma percepção muito errada. Tem gente que tem um BI (Business Inteligence) e acha que é Big Data, tem gente que tem uma Analytics e acha que é Big Data. Pouca gente tem a noção de Big Data mesmo”.