Mercado brasileiro de softwares e serviços cresceu 26,7% em 2012

Por Redação | 22.08.2013 às 13:01

No último ano, o mercado brasileiro de software e serviços superou as expectativas e cresceu 26,7% em relação a 2011, atingindo a marca de US$ 27,178 bilhões. Os dados fazem parte de um estudo realizado pela IDC em parceria com a Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES).

O mercado brasileiro de TI – que engloba software, serviços e hardware – apresentou um crescimento de 41,6% em 2012, com US$ 60,2 bilhões movimentados pela indústria no ano passado. Esses números colocam o país na sétima posição do ranking mundial, na frente de países como Canadá, Austrália e Índia.

Além disso, o Brasil é responsável por 49,1% da movimentação financeira do mercado de TI na América Latina, que atualmente totaliza US$ 122 bilhões. Porém, apesar dos resultados positivos, esses números dão hoje ao país uma fatia de apenas 3% do mercado mundial de TI.

A pesquisa também apontou as principais tendências da área e, de acordo com a IDC, 90% do crescimento do mercado de TI será direcionado para tecnologias móveis, social Business, big Data e serviços de computação na nuvem. Um crescimento do segmento de "devices" também é esperado para 2013, e a IDC estima que ele deve ultrapassar o crescimento do mercado de PCs até o final do ano.

"O Brasil já é um país de 265 milhões de aparelhos celulares, segundo dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) de junho deste ano. A grande demanda por esse 'device', principalmente, pelos smartphones pode ser uma boa oportunidade paras as empresas brasileiras desenvolvedoras de aplicativos para esses aparelhos", disse Jorge Sukarie, presidente da ABES.

Em 2012, o segmento de aplicativos representou 42,2% do mercado de software brasileiro, seguido dos sistemas para Ambientes de Desenvolvimento, com 31,1% de participação; sSstemas para infraestrutura e Segurança, com 23,8%; e Software para Exportação, 1,9%.

Para apoiar o crescimento do mercado brasileiro de software e Serviços, a ABES aponta alguns pontos que precisam ser melhorados no setor, com o apoio do governo: "O setor precisa obter uma ampla disponibilidade de recursos para inovação e fomento, modernização nas relações de trabalho, ampliação da formação de profissionais, além de uma solução para as questões tributárias. Também propomos que o governo trate o setor de TI como um segmento estratégico em todas as esferas e seja o maior comprador de tecnologia nacional e não o maior concorrente do setor", finaliza Sukarie.