Menores de idade trabalham em fábrica fornecedora da Samsung

Por Redação | 11 de Julho de 2014 às 16h30
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Uma denúncia do jornal americano The New York Times revelou a presença de trabalho infantil na fábrica da Shinyang Electronics, uma das fornecedoras da Samsung na cidade de Dongguan, na China. Pelo menos três jovens entre 14 e 15 anos foram localizados pela reportagem na planta de produção da empresa e teriam utilizado documentos falsos para serem contratadas.

Essa não seria nem a primeira vez que elas faziam isso. Por problemas financeiros ou familiares, as três adolescentes afirmaram já terem usado a mesma documentação falsificada para trabalhar, em 2013, em outra fábrica de tecnologia na China. As identidades delas, claro, foram mantidas em sigilo, tanto para protegê-las quanto para evitar uma possível demissão.

No país asiático, a idade mínima legal é de 16 anos. Mesmo assim, são comuns as denúncias sobre a presença de trabalho infantil nas mais diversas fábricas espalhadas pelo território chinês, um reflexo, ao mesmo tempo, do desenvolvimento da nação nesse tipo de indústria e também das péssimas condições da população.

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Em resposta ao New York Times, a Samsung afirmou que vai apurar a questão e tomar atitudes imediatas para que menores não sejam empregados por suas fábricas. Esse é um esforço constante da fabricante coreana, que realiza fiscalizações periódicas em suas plantas de produção e tenta lutar contra todo tipo de prática ilegal ou moralmente errada.

Mesmo a idade legal de 16 anos é considerada baixa demais para a Samsung, que instrui seus gerentes de fábricas e fornecedores a contratarem apenas maiores de 18 anos. Essa é uma iniciativa comum em outras grandes empresas, e justamente o que motiva jovens em situação miserável a buscarem documentos falsos para serem contratados e ganharem algum dinheiro.

Mas, em uma denúncia que parece ainda mais grave, as adolescentes ouvidas pelo New York Times afirmaram que a contratação de jovens pela Shinyang é comum, principalmente durante o verão chinês. É nessa época que existe a maior demanda por aparelhos em todo o mundo, e o setor de despacho, responsável pela montagem de embalagens, seria o responsável pelas contratações, de forma a atender os mercados dos Estados Unidos e Europa, principalmente.

De forma a cobrir os seus rastros, a empresa utilizaria agências de recrutamento, que fariam os contratos de emprego e também o pagamento, de forma a isentar a Samsung de responsabilidades. Esse é, segundo a fabricante, um comportamento inadmissível, que deve ser investigado e resolvido com medidas urgentes.

No começo de julho, a fabricante coreana liberou a mais recente edição de seu relatório de sustentabilidade, admitindo problemas relacionados às condições de trabalho em 59 de seus 100 fornecedores. Porém, as falhas se relacionam a fatores de segurança como a ausência de protetores auriculares, capacetes ou óculos, além da inexistência de planos de contingência ou evacuação.

O documento, porém, não fala sobre a presença de trabalho infantil e dá a entender que esse não é um problema entre os fornecedores da Samsung. Agora, a questão se une a outras preocupações e coloca a empresa na mira de organizações que lutam pelo direito dos trabalhadores chineses.

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