Memória: as tecnologias e marcas que deixaram de existir em 2013

Por Redação | 15.01.2014 às 12:10
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Com um mercado de tecnologia tão aquecido e veloz, é comum que tecnologias apareçam, apresentem crescimento gigantesco e, na mesma medida, acabem esquecidas e fechadas sem que ninguém se importe de verdade. 2013 não foi diferente nesse sentido e, pensando nisso, o site da PC World criou uma lista de dez sites, personalidades ou empresas que deixaram de existir em 2013. Confira:

Google Reader

Google Reader

Em uma “morte” que deixou muita gente órfã, o Google anunciou o fim de seu agregador de RSS e motivou uma onda de desaprovação e críticas. A integração do serviço com as contas de email ou YouTube, por exemplo, facilitava a vida de muita gente, mas o Reader estava longe de ser a melhor solução do tipo disponível no mercado. Uma ausência que foi muito sentida, mas que, com o tempo, foi substituída por coisas melhores.

Altavista

AltaVista

Se você acessa a internet há mais de dez anos, com certeza já usou o Altavista para fazer pesquisas. O que antes era o principal serviço de busca da internet acabou caindo em desuso com o crescimento do Google e outras ferramentas da internet, motivando um fechamento após 18 anos de funcionamento.

Agora, a página do Altavista redireciona seus usuários para o serviço de pesquisas do próprio Yahoo!, seu proprietário. O fechamento foi anunciado pela empresa em junho.

Winamp (ou a volta dos que não foram)

Winamp

Essa é uma morte que não é necessariamente tão triste. No final dos anos 90, o Winamp era um dos aplicativos mais baixados para o Windows e o principal player de música do mercado. Com o tempo, porém, a oferta de serviços de streaming e o crescimento das lojas online acabaram minando seu crescimento, enquanto os usuários buscavam soluções integradas.

Sendo assim, a AOL anunciou que interromperia o suporte oficial ao Winamp no final de 2013. A reação dos usuários e saudosistas, porém, parece ter tornado o player interessante mais uma vez e alvo, inclusive, de uma possível aquisição. Nos últimos dias, foi confirmada a sua compra pela Radionomy.

iOS Cards

iOS Cards

A ideia original da Apple era aproximar o virtual do real. Por meio de um aplicativo para dispositivos com iOS lançado em 2011, os usuários poderiam criar cartões com imagens, fotos ou dizeres, que seriam impressos e enviados pelos correios para seus entes queridos.

O serviço, porém, nunca recebeu o devido destaque e, na mesma medida, não caiu no gosto dos utilizadores. Seu fim se deu em setembro de 2013, quando a Maçã descontinuou-o sem grandes alardes.

Blockbuster

Blockbuster

A principal marca mundial do mercado de locadoras de vídeo e games não foi capaz de suportar as pressões de um mundo cada vez mais adepto à distribuição digital. Já com problemas há alguns anos e incapaz de se manter relevante no mercado, a Blockbuster anunciou que fecharia suas últimas lojas no final de 2013. O último filme alugado em uma loja da rede, em uma mórbida coincidência, foi “É o Fim”, com Seth Rogen e James Franco.

Os alugueis de títulos foram encerrados no início de novembro. Agora, as devoluções devem acontecer até o final de janeiro, quando as lojas serão fechadas definitivamente. A Blockbuster permanece viva no mercado da distribuição digital, com presença mediana nos Estados Unidos.

Google TV

Google TV

Aqui, trata-se mais de uma aposta do PC World do que um fechamento real. Rumores indicam que os fabricantes de televisores foram instruídos a não utilizarem o Google TV como destaque em seus aparelhos e o próprio blog do serviço não recebe atualizações há mais de seis meses.

A ideia da gigante da tecnologia seria investir nos serviços de televisão de outra maneira, utilizando o sistema operacional Android e tecnologias como o Chromecast. Um anúncio oficial sobre o Google TV ainda não foi feito, mas para muita gente, a morte do serviço é uma questão de tempo.

Silk Road

Silk Road

Um dos principais responsáveis pelo caráter obscuro da Deep Web, o Silk Road era, basicamente, um mercado virtual online de drogas e outros serviços ilegais. Funcionando de forma anônima e usando as Bitcoins como forma de pagamento, o serviço foi fechado pelas autoridades americanas em outubro e seu criador, conhecido como Dread Pirate Roberts, foi preso.

Segundo informações do FBI, Roberts acumulou cerca de US$ 80 milhões com seu mercado virtual de drogas. Além disso, ele é acusado de ser o mandante de pelo menos um assassinato, também encomendado pela Deep Web.

Turntable.fm

Turntable.fm

Praticamente desconhecido no Brasil, o Turntable.fm pode ser definido como a mais recente tentativa no campo das redes sociais musicais. O serviço permitia que os usuários criassem festas online para seus amigos, todos representados por avatares, e tocassem músicas para eles, acumulando índices de aprovação ou desaprovação.

A ideia, porém, não colou e o Turntable.fm acabou encerrado. Outro fator importante, além da baixa adesão, foram os problemas com licenciamento de músicas, uma vez que os próprios usuários podiam fazer o upload de faixas que não necessariamente haviam sido autorizadas para execução pública.

Steve Ballmer deixa a Microsoft

Steve Ballmer

O sucessor de Bill Gates na presidência da Microsoft só deixa a diretoria da empresa neste ano, mas em 2013, já começou a passar muitas de suas responsabilidades para outros executivos. Ballmer esteve à frente da companhia em lançamentos bem sucedidos, como os da plataforma Xbox e do Windows 8, mas também participou de iniciativas que não deram certo, como o Zune, por exemplo.

Apesar de ainda não ter um novo presidente anunciado, o próximo responsável pela Microsoft terá grandes desafios pela frente. A briga, de agora em diante, acontece no mercado de smartphones, com o Windows Phone lutando contra Android e iOS, enquanto o mercado de PCs apresenta declínio e carece de iniciativas para retornar à glória de antes.

HTC First

HTC First

Conhecido como o “Facebook Phone”, o HTC First veio a público em abril com o objetivo de tornar a rede social uma parte ainda mais integrante da vida das pessoas. O lançamento de uma solução semelhante para o sistema operacional Android, que deveria funcionar como uma prévia do que o celular seria capaz de fazer, acabou tendo o efeito inverso.

Mesmo os usuários mais entusiasmados pelo Facebook não aderiram ao Home e a HTC acabou cancelando o lançamento internacional do First. Críticas relacionadas à baixa qualidade da câmera e da tela também minaram o sucesso do aparelho, que vendeu apenas 15 mil unidades nos Estados Unidos.