Marketing Esportivo X Tecnologia: aonde queremos chegar?

Por Colaborador externo | 06 de Dezembro de 2012 às 17h29

*Por Aline Marques Gaspar

Uma das áreas que está tendo grande visibilidade no crescente mercado brasileiro de negócios é a do marketing esportivo. Desde que o Brasil foi anunciado como país escolhido para sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, o interesse se tornou ainda mais evidente.

O ponto forte do marketing esportivo é a associação de uma marca à imagem de um atleta, clube ou equipe, e o objetivo é fortalecer esta marca por meio de maior exposição e credibilidade perante o público. O marketing esportivo já está consolidado em países de primeiro mundo como um tipo de comunicação eficaz, porque mexe com a paixão das pessoas, permitindo que as mensagens transmitidas cheguem quando o público está sensibilizado, mais aberto e receptivo por ver uma marca associada ao seu time de coração.

Apesar destas vantagens, o mercado empresarial brasileiro não tem apostado seus orçamentos publicitários nestas ações. Mas, se o investimento aponta para um retorno tão promissor, por que a aposta no marketing esportivo está aquém do nosso potencial?

Um fato me chamou a atenção há algumas semanas, quando tive a oportunidade de assistir a uma palestra que falava justamente sobre o segmento de marketing esportivo. A apresentação estava embasada na entrada de uma empresa do setor – de origem americana – aqui no Brasil e mostrava as inúmeras ações de marketing esportivo realizadas para renomados clubes em diferentes modalidades de esporte, como futebol americano, hóquei, rúgbi, basquete, entre outros.

A apresentação estava repleta de peças que refletiam luzes e cores, demonstrando apelos visuais incríveis. Então me perguntei se no caso de uma campanha de marketing esportivo ser desenvolvida no Brasil, voltada para o futebol que é nossa principal paixão, teríamos atualmente estrutura tecnológica em nossos estádios para expor todas as peças publicitárias possíveis de serem criadas. A resposta é ‘ainda não’. Mas, com a entrega das novas arenas que sediarão a Copa 2014, a chance deste cenário mudar é muito grande. E estamos torcendo e trabalhando para que isso se concretize.

Arenas internacionais têm uma proposta totalmente diferente do que temos hoje em nossos estádios de futebol. Na verdade, as arenas são verdadeiros centros de entretenimento, onde o público tem toda a infraestrutura para um passeio, com área de alimentação, banheiros equipados com alta tecnologia, lojas de conveniência, museu com história e os troféus ganhos pelo time da casa, entre outros ambientes. E, para atrair o público... eventos, antes ou depois das partidas.

No Brasil, estas arenas serão o divisor de águas para um novo momento do esporte como entretenimento. Para tanto, eles precisam trazer aparatos tecnológicos que realmente cativem este público. Telões, sonorização de ponta, sistema de informações digitais (Digital Signage), soluções de videowall...

Estas soluções são ideais para as campanhas de marketing esportivo. Para o público elas trazem cor, emoção, interação, já que um sistema de imagem e som de alta qualidade traz muito mais nitidez ao público, que passa a se envolver e a vibrar com a música, informações das partidas, ou mesmo com os jingles das marcas relacionadas ao evento.

Para o clube, as soluções trazem receita e alto retorno de investimento justamente pela propaganda transmitida por estes meios. Soluções audiovisuais – como telões ou mesmo um conjunto de telas formando um videowall – são grandes aliadas para os clubes arrecadem verbas pelos espaços abertos para a exposição de campanhas publicitárias. Ainda, podem dar mais suporte, emoção e interatividade em salas de coletiva de imprensa, ressaltando a marca dos patrocinadores do evento.

Com os sistemas audiovisuais é possível usar a criatividade para a diversificação das formas de exposição da marca. As ações de marketing promocionais, por exemplo, ampliam as oportunidades de negócios em campo, tanto para o clube como para o anunciante. E público consumidor é o que não falta em nosso país. Um dado revela que a torcida do Flamengo é formada por aproximadamente 33 milhões de pessoas, isso representa um poder de consumo maior do que a população da Venezuela, formada por 29 milhões de habitantes.

Como podemos ver, o marketing esportivo vai muito além do patrocínio nas camisetas dos clubes, mas as oportunidades de exploração ainda não estão sendo bem aproveitadas. Ele traz muitos benefícios às empresas que apostam neste setor, por que apresentam valores atribuídos à atividade esportiva, ressaltando superação pessoal, saúde, espírito de liderança. Todos estes benefícios ficam bem mais explícitos pelas imagens, que falam por si.

2014 está chegando, e deve desvendar nossa expectativa sobre o quanto nossos estádios trarão de novidades. Esperamos ver esta grande transformação ‘tecnológica e cultural’ no esporte brasileiro.

*Aline Marques Gaspar é gerente de marketing na Seal Telecom.

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