Mark Zuckerberg diz que o Facebook não quer ser 'cool'

Por Redação | 20.09.2013 às 11:58

Em sua primeira visita a Washington (EUA) em três anos, Mark Zuckerberg falou a respeito de política, da Agência de Segurança Nacional (NSA), de seu plano para "produzir um serviço fundamental para o mundo", e sobre o quanto ele não é cool.

Na verdade, o principal intuito da viagem do CEO do Facebook aos Estados Unidos era fazer lobby a favor da reforma da imigração. O jovem empresário foi até Washington para se reunir com os parlamentares da Câmara e do Senado e tentar mudar algumas opiniões sobre as leis de imigração no país – o que poderia significar que 11 milhões de imigrantes ilegais teriam a oportunidade de se tornarem cidadãos norte-americanos.

Durante a viagem, Zuckerberg também conversou com o editor-chefe do jornal The Atlantic, James Bennet, e falou sobre alguns pontos interessantes, como o caso de espionagem do governo norte-americano. O CEO reconheceu que os usuários do Facebook estão realmente preocupados com a possibilidade de a empresa compartilhar seus dados com o governo, mas Zuckerberg diz que esses medos podem ser exagerados.

Ele diz que a soma dos pedidos feitos pela NSA ao Facebook no último semestre foi de cerca de 9.000, e completou dizendo que a rede social se esforça para proteger seus usuários. "Nós analisamos cada pedido e recusamos aqueles que passam dos limites ou simplesmente não são legais", completou.

Saindo do âmbito da espionagem, Bennet questionou Zuckerberg sobre a possibilidade de o Facebook perder seu fator 'cool' e se tornar uma espécie de MySpace. O CEO deu uma risadinha e disse: "As pessoas acham que nós estamos tentando ser legais. Esse nunca foi o objetivo – Eu sou a pessoa menos cool que existe", disse o empresário.

Em vez disso, ele quer que a empresa seja algo que faça parte da vida diária das pessoas – algo como a empresa de energia elétrica, por exemplo. "Talvez a eletricidade fosse legal quando apareceu pela primeira vez, mas as pessoas pararam de falar sobre ela porque não era uma coisa nova. A pergunta é: menos gente usaria lâmpadas elétricas só porque isso não é tão descolado?", exemplificou.

No final de agosto, Mark Zuckerberg revelou seu plano de conectar o maior número de pessoas possível ao redor do mundo. Seu primeiro passo para alcançar esse objetivo nobre foi lançado: a iniciativa Internet.org. A ideia do projeto é proporcionar Internet para as mais de cinco bilhões de pessoas ao redor do globo que ainda não têm acesso à web.