M-Commerce: muito além de uma realidade, um caminho a se trilhar

Por Colaborador externo | 17.04.2013 às 06:00

Por José Ricardo Ferreira*

Um relatório produzido pela Pyramid Research, companhia norte-americana especializada em estudos de mercado em mídia e tecnologia, apontou que a América Latina é responsável por 22% dos acessos móveis à internet, e que em 2011, 96% dos internautas da região acessam alguma rede social via conexão mobile.

O estudo ainda estima que, em 2015, a América Latina deve somar 116,8 milhões de usuários de dispositivos móveis, e que, em 2016, as vendas de smartphones devem crescer 45,1%.

O destaque nos números não se restringe somente em relação à presença do internauta via internet móvel. Nesse embalo, o mobile commerce deixa a promessa de lado e assume a posição de realidade.

Segundo pesquisa da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Camara-e.net), as compras em sites de comércio eletrônico no Brasil realizadas por usuários de tablets e smartphones dobraram em 2012, em comparação ao ano anterior, e já representam 10% do total do varejo online no país.

Além disso, as compras realizadas por iPads representaram 51% do total do m-commerce. Compras via iPhone representaram 20% e outros equipamentos responderam pelos 29% restantes.

Para finalizar, a Camara-e.net ainda projeta que o m-commerce deve movimentar R$ 2 bilhões em 2013. Todos esses pontos fazem com que os negócios via dispositivos móveis sejam feitos principalmente por esse meio para os próximos anos.

Agora, some tudo isso ao e-commerce B2B (business to business) que, segundo levantamento realizado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), divulgado no mês de junho de 2012, 60% das empresas brasileiras com acesso à internet compraram virtualmente em relação ao mesmo período do ano anterior.

Ou seja, como os principais sites de e-commerce começaram a adaptar a loja virtual para dispositivos móveis, muitas empresas começam a investir no desenvolvimento de aplicações para dar mobilidade às vendas. Tudo isso com a expectativa do que um vendedor pode fazer munido de um tablet ou smartphone.

É um universo de possibilidades como acessibilidade, flexibilidade, conteúdo multimídia, e muito mais coisa, além de agilidade e praticidade na palma das mãos desse vendedor.

São todos esses fatores que garantem que o mobile commerce, seja B2C ou B2B, se fixe não só como realidade, mas como um caminho a trilhar por todas as pessoas e empresas. São os dispositivos móveis que guiarão o mundo.

* José Ricardo Ferreira é Diretor Comercial da Entire Technology Partners, uma das principais fornecedoras de soluções de comércio eletrônico para o mercado corporativo (B2B-Business to Business).