Lucro da Samsung cai pelo segundo trimestre consecutivo

Por Redação | 29 de Abril de 2014 às 14h01

A contínua redução na procura dos usuários por smartphones de topo de linha foi citada pela Samsung como a principal causa de sua segunda redução seguida nos lucros. Ao longo dos três primeiros meses de 2014, a empresa registrou ganhos de US$ 8,2 bilhões, um resultado 3,3% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Apesar do resultado negativo, os executivos da Samsung tiveram motivos para sorrir nesta segunda-feira (28), quando os números foram anunciados. O faturamento foi ligeiramente melhor que o esperado por especialistas e pela própria empresa, além de vir acompanhado de um aumento de 3% nas vendas totais da companhia em relação ao ano passado.

Para a fabricante sul-coreana, o gargalo está mesmo em sua divisão mobile, que hoje é responsável por dois terços do faturamento da empresa. Entre janeiro e março de 2014, esse segmento foi responsável, sozinho, por lucros de US$ 6,2 bilhões, um número que representa ligeira queda em relação ao ano passado, mas que traz, também, crescimento de 17% em relação ao trimestre anterior.

A fabricante espera que a diminuição na demanda por smartphones topo de linha seja solucionada com a chegada do Samsung Galaxy S5 ao mercado. O principal nome da lista de lançamentos da companhia para 2014 foi lançado em abril e a expectativa é que ele impulsione as vendas do setor, além de trazer consigo números positivos para os segmentos de acessórios e tecnologias vestíveis.

Após admitir que o Galaxy S4 não foi capaz de manter seu fluxo inicial de vendas, a Samsung preferiu não falar em objetivos de vendas para o seu sucessor. Mas, de acordo com a empresa, a expectativa é que ele se saia “bem melhor” que o anterior nas prateleiras, principalmente devido aos novos recursos que estão embarcados no aparelho.

A antecipação também é alta nos segmentos que não necessariamente se relacionam à demanda dos consumidores finais. A Samsung afirmou que também espera bons resultados de seus segmentos de fabricação de telas, com o aumento no total de lançamento de novos smartphones e a chegada da Copa do Mundo, que deve aquecer a comercialização de televisores de tela plana, muitas polegadas e preços mais altos.

Além disso, a sul-coreana também espera que a demanda por celulares de médio e baixo custo em mercados emergentes continue a aumentar. Apesar de não necessariamente se traduzirem em grandes lucros, a preferência de regiões como América do Sul e China por celulares desse tipo é grande aliado na fixação da marca globalmente e tem presença importante nos números de vendas totais. O desafio, agora, é fazer com que tais consumidores decidam investir um pouco mais em aparelhos mais caros.

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