Pesquisa: falta de talentos é um dos maiores riscos para empresas no Brasil

Por Redação | 18 de Fevereiro de 2013 às 15h43

O risco de interrupção na cadeia de produção é o maior problema enfrentado por empresas no Brasil em 2013, revela o estudo "Allianz Risk Barometer 2013" realizado pela AGCS e publicado nesta segunda-feira (18). A pesquisa reuniu opiniões de 529 especialistas em seguros corporativos e industriais da seguradora sobre os riscos mais importantes que empresas em 28 países e diferentes setores podem enfrentar em 2013.

Citado por 37,5% das empresas no Brasil, a interrupção de negócios devido a riscos na cadeia de suprimentos se mostra como o primeiro entre os dez maiores problemas do país. Em ordem, seguem as catástrofes naturais (33,3%), incêndios e explosões (29,2%), oscilações de mercado (25%), mudanças na legislação (25%), falta de talentos e envelhecimento da população (16,7%), aumento da concorrência (16,7%), outros (16,7%), poluição (12,5%) e baixa qualidade de produtos (12,5%)

Também foram observados alguns riscos específicos do Brasil, como a falta de mão de obra qualificada e envelhecimento da população, que apareceu entre os dez maiores riscos no país, enquanto não foi citado entre as dez maiores preocupações globais.

Ainda assim, o Brasil divide os três riscos considerados “tradicionais” (interrupção de negócios, catástrofes naturais e incêndios e explosões) com empresas globais, o que, segundo a pesquisa, aparece como um dos resultados do processo de globalização. “Com o crescimento, as corporações brasileiras passam a se integrar mais na economia global e, como consequência, enfrentam maiores riscos com a cadeia de suprimentos, com desastres naturais e, como revela o estudo, com a falta de mão de obra qualificada”, afirma Ângelo Colombo, presidente da AGCS Brasil.

O estudo concluiu ainda que as empresas subestimam os chamados riscos cibernéticos, como falhas de TI ocasionadas por erro humano ou por crime cibernético, com apenas 6% dos entrevistados estando cientes do risco. Outro problema que deve aumentar nos próximos anos está relacionado com a dependência da energia elétrica, devido ao avanço das tecnologias da informação, e o risco de apagões, que terão impactos maiores nas empresas. "A confiabilidade do fornecimento de energia vai diminuir no futuro por causa do envelhecimento da infraestrutura e da falta de investimentos substanciais", explica Michael Bruch, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da AGCS.

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