Internet das Coisas impulsiona expansão no Universo Digital

Por Redação | 10.04.2014 às 17:28

A Internet das Coisas, que agrupa os "objetos inteligentes" do dia-a-dia, é a grande tendência do mercado atualmente. E é o que deve multiplicar a produção de dados digitais em dez vezes até 2020. A pesquisa é da EMC Corporation, que, em parceria com a análise da International Data Corporation (IDC), quantifica e prevê o volume de informações produzidas anualmente no Universo Digital.

Segundo o levantamento, o número de dispositivos ou coisas que podem ser conectadas à internet está se aproximando de 200 bilhões, com 7% (14 bilhões) já funcionando ou se comunicando via web. A Internet das Coisas também promete influenciar o aproveitamento dos chamados "dados úteis". Em 2013, apenas 22% das informações do Universo Digital entraram nesta categoria – mas menos de 5% foram de fato analisadas – e a previsão é de que até 2020 mais de 35% de toda a produção seja considerada útil.

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E esse melhor aproveitamento, segundo o presidente de produtos e marketing da EMC Information Infrastructure, Jeremy Burton, vai depender também das empresas. "Quanto mais as empresas se beneficiam do fenômeno das redes sociais e dos dispositivos móveis, a enormidade e o potencial do Universo Digital cresce, e as empresas se deparam com grandes oportunidades para analisar novos fluxos de dados e obter mais valor com os dados de que já dispõem. Simplificando: empresas de todos os tipos estão, bem diante de nossos olhos, mudando seu perfil para empresas definidas por software. Embora o potencial seja gigantesco, as implicações também são intimidadoras. Os departamentos de TI precisam apertar o botão 'Reiniciar' para encontrar novas maneiras para inovar aproveitando a infraestrutura existente e, ao mesmo tempo, posicionar-se para se lançarem ao futuro com a computação da terceira plataforma".

Um dos grandes desafios neste novo panorama será criar novas maneiras de interagir com os clientes, otimizando os ciclos de negócios e os custos operacionais. E, talvez o maior de todos, gerenciar, armazenar e proteger esse grande e crescente volume de informação. "O Universo Digital e a Internet das Coisas andam de mãos dadas. À medida que os sensores se conectam à Internet, os dados gerados por eles se tornam cada vez mais importantes para cada aspecto dos negócios, transformando velhos setores em entidades relevantes e novas. Serviços tradicionais de armazenamento serão promovidos a novos níveis de resiliência e tolerância para dar suporte ao Universo Digital, que só pode ser protegido em um ambiente definido por software", projeta o vice-presidente sênior do IDC, Vernon Turner.

O IDC estima que 40% dos dados no Universo Digital exigem algum nível de proteção e apenas metade está segura atualmente.

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O Brasil, assim como outros mercados emergentes, ocupa papel importante nesse Universo Digital cada vez mais robusto. Nos próximos 17 anos, a produção de dados no país, juntamente com as informações geradas na China, Índia, México e Rússia, devem superar os atuais líderes, Alemanha, Japão e Estados Unidos, que atualmente somam 60% do total.

A Internet das Coisas também deve gerar por aqui grande aumento do volume de dados digitais. Os atuais 2% atribuídos aos "objetos inteligentes" devem subir para 10% no cenário nacional, até 2020. E, neste período, o Brasil também deve alcançar 4% (1.600 Exabytes) do percentual mundial, 1% a mais do que nos dias de hoje.

O estudo também revela que os motivos que impulsionam esse crescimento por aqui são o aumento contínuo do uso de smartphones, internet e redes sociais; investimento agressivo em TI por parte de empresas latino-americanas; redução no custo de gerenciamento de Big Data; e o crescimento das telecomunicações em geral.

Juntamente com a Internet das Coisas, esse contexto deve levar as empresas a desenvolver novas fontes de valor, como a criação de novos modelos de negócio, geração de informações em tempo real sobre sistemas de missão crítica, diversificação de fluxo de receita, a visibilidade de operações internas e o aprimoramento de operações inteligentes e eficientes.

Ou seja, é um momento de transição e o setor precisa começar a adequação o quanto antes, especialmente porque os usuários criam dados, mas as empresas é que são responsáveis por eles: dois terços dos bits do Universo Digital são criados ou capturados por consumidores e trabalhadores, embora as companhias tenham responsabilidade por 85% desse conteúdo.