Intel quer diminuir fabricação de chips em até 7nm até 2018

Por Redação | 23 de Fevereiro de 2015 às 15h29

A Intel recentemente havia anunciado a fabricação de microprocessadores em 14nm, mostrando um importante avanço tecnológico neste sentido. Porém, apenas alguns meses depois, a empresa acaba de revelar que este número pode ser reduzido novamente, desta vez para até 10nm, com a tendência de continuar reduzindo de tamanho, segundo informações da Ars Technica.

As intenções da Intel foram reveladas por Mark Bohr, um dos responsáveis pelo desenvolvimento de tecnologias de lógica da companhia, em uma conferência telefônica com alguns veículos de comunicação, em uma prévia do que será discutido na International Solid-State Circuits Conference (ISSCC) da IEEE, que será realizada em São Francisco. A Intel irá apresentar três documentos relacionados à pesquisa sobre o método de fabricação em 14nm.

Os especialistas da Intel acreditam que a fabricação em 10nm poderá acontecer já em 2016 e que poderão chegar ao mercado chips com fabricação em 7nm em 2018. "Ainda acredito que consigamos fabricar chips a 7nm sem a utilização da tecnologia EUV (Extreme Ultraviolet Lithografy), conseguindo melhorar o custo por transistor", declarou Bohr. O motivo para a mudança de método na fabricação de chips é o fato de, apesar de ser considerado o melhor procedimento de miniaturização para ir além dos 10nm, a tecnologia não permitir que sejam fabricados componentes com a qualidade e padrões necessários para chegarem ao mercado.

Ainda que o processo de fabricação de chips de silício seja complexo e possa ser deixado de lado pela Intel, o avanço na busca por um novo método de fabricação é muito importante para toda a indústria tecnológica. O substituto mais provável para o silício é um semicondutor lll-V, tal como o arsenieto de gálio.

Este semicondutor possui elétrons maiores do que o silício, o que significa que eles podem ser formados de maneira mais rápida, com velocidade maior de comutação de transistores.

Chips Intel

Segundo a Lei de Moore, que completa 50 anos em 2015 e criada por um dos fundadores da Intel, Gordon Moore, a densidade dos transistores de um chip se duplica a cada 18 meses. Seguindo esta teoria, os chips de silício inseridos em PCs, smartphones, servidores e milhões de dispositivos realizam funções de maneira mais rápida e consomem menos energia de uma geração para outra.

Com as novas técnicas de fabricação de microprocessadores, a Intel espera manter viva a teoria da Lei de Moore, continuando a diminuir o preço por transistor e oferecendo chips que consomem menos energia e oferecem melhores recursos e performance.

A Intel revelou à imprensa ainda que pretende evitar atrasos com a produção em 10nm, mesmo que ela exija mais etapas do que em 14nm. Vale lembrar que a empresa já adiou a fabricação de chips Broadwell devido à complexidade imprevista na fabricação em 14nm.

Fonte: http://arstechnica.com/gadgets/2015/02/intel-forges-ahead-to-10nm-will-move-away-from-silicon-at-7nm/

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