Intel unirá divisões que fabricam chips para PC, smartphones e tablets

Por Redação | 18.11.2014 às 11:44
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A integração entre o mundo mobile e o tradicional segmento de PCs chegou à Intel, mas não da maneira positiva que muita gente esperava. Diante dos resultados negativos da divisão de chips para smartphones e tablets, a empresa anunciou que unificará o setor com o de componentes para computadores. As informações foram publicadas pelo Bloomberg e confirmadas por um porta-voz da Intel.

A empresa diz estar enxergando que, cada vez mais, os limites entre esses dois segmentos estão desaparecendo e, sendo assim, nada melhor do que uni-los para garantir mais versatilidade aos produtos da companhia. A verdade, no entanto, é que a iniciativa é um esforço para tornar o setor mobile mais lucrativo, mesmo que artificialmente.

Não é novidade para ninguém que a Intel é uma das principais fabricantes mundiais de processadores e chips para computadores e notebooks e propagandeia seus componentes mobile sob as mesmas alegações de potência e confiabilidade da concorrência. Mesmo assim, são poucas as empresas que apostaram em tais soluções e a maioria preferiu utilizar opções de concorrentes como a Qualcomm, por exemplo.

Para reverter esse quadro, a norte-americana tem apostado em subsídios e programas de incentivos para fabricantes que optarem por seus produtos, como foi o caso da NVIDIA. Essa iniciativa, por mais que tenha dado certo em termos de lançamento de produtos (já são quase 40 milhões de dispositivos móveis com chips da empresa circulando no mundo), ainda não é capaz de manter o patamar de lucratividade que os executivos esperam.

O grande foco dessa união, agora, passa a ser os dispositivos híbridos, conversíveis de notebooks para tablets a partir de suas telas sensíveis ao toque. É uma categoria que, para a Intel, vem atraindo bastante a atenção dos consumidores e apresentando bons números de vendas, apesar da queda notória no setor de computadores.

Kirk Skaugen, diretor da divisão de chips da companhia norte-americana, assume agora como líder de todo o segmento de fabricação de componentes da empresa e será o responsável pela difícil missão de manter a lucratividade e evitar que a união acabe prejudicando o setor.