Intel quer proteger suas transações com cartão de crédito

Por Redação | 16.10.2014 às 14:29

De olho nas mudanças no mercado de pagamentos digitais e no maior interesse dos hackers nesse tipo de transação, a Intel está desenvolvendo um sistema que promete garantir maior proteção para as compras realizadas de tais maneiras. Trata-se de um chip, objetivamente chamado de Data Protection Technology for Transactions, que terá softwares embarcados e começará a ser comercializado para fabricantes de terminais de pontos de venda.

Além disso, PCs e outros acessórios para realização de pagamentos pelo celular, por exemplo, estão entre os públicos-alvo da novidade. A ideia é garantir maior segurança na transmissão dos dados de compra entre os serviços que aceitarem esse tipo de pagamento e as operadoras de cartão. Assim, as aquisições podem ser realizadas com menos risco de que hackers e criminosos possam ter acesso a elas, evitando vazamentos de dados ou a obtenção indevida deles.

O DPTT cria múltiplas camadas de segurança únicas para cada negociação. Além disso, a tecnologia é compatível com os sistemas de proteção que já estão presentes em terminais POS. O resultado é, basicamente, a criação de um “túnel” entre as processadoras de cartões de crédito e os estabelecimentos, garantindo uma autorização rápida das compras e protegendo os dados dos olhos alheios. As informações são da PC World.

A NCR, uma das principais fabricantes mundiais de equipamentos para caixas ou terminais de pagamento, será a primeira parceira da Intel com a novidade. A partir do ano que vem, os primeiros aparelhos já com a tecnologia embarcada chegarão ao mercado e, na visão da empresa, devem comprovar a eficácia adicional da solução, principalmente quando combinada a outros nomes como o Apple Pay, Google Wallet e o PayPal, por exemplo.

Além disso, no futuro, a fabricante de chips pretende aplicar a mesma tecnologia também à transmissão de dados confidenciais entre computadores empresariais e servidores na nuvem. Assim, o objetivo é a criação de um novo padrão para envio de dados, dificultando muito a vida dos hackers e garantindo que segredos comerciais, comunicações confidenciais ou até mesmo senhas sejam passadas de lá para cá sem causar preocupações para executivos de TI.

Acima de tudo, o intuito da Intel é facilitar a vida dos lojistas e empresários, principalmente aqueles que desejam embarcar na nova onda de pagamentos digitais mas não têm o conhecimento necessário sobre como tudo funciona ou a segurança necessária. O chip assume todas essas tarefas e cuida das etapas da transação, simplificando a implementação da novidade e também permitindo que mais estabelecimentos contem com suporte à tecnologia. Inclusive, a ideia é levá-la para fora dos Estados Unidos, país em que elas começam a funcionar inicialmente.

Entre as possibilidades de gestão estão, por exemplo, a identificação individual de terminais de pagamento, de forma que dispositivos não-autorizados sejam impedidos de acessar o sistema, ou o travamento completo dos serviços caso algum problema ocorra. Segundo a Intel, essa e outras características tornam o DPTT um sistema bem fácil de ser gerenciado, o que deve soar como uma boa notícia tanto para lojas pequenas, que querem investir pouco em tecnologia, quanto para redes que possuem uma ou mais filiais ligadas a um centro único.