Intel quer criar chips de memória pequenos, mas com grande capacidade

Por Redação | 21 de Novembro de 2014 às 11h13

Para a Intel e seu desenvolvimento relacionado a chips de memórias para armazenamento, vale a dica encontrada no seriado Doctor Who: a ideia é criar algo pequeno, mas que seja maior por dentro. É assim que pode ser definida a nova geração de componentes 3D NAND que a empresa está apresentando, que promete duplicar a quantidade de bits que podem ser armazenadas em uma mesma camada de disco rígido.

A ideia surgiu a partir de uma peculiaridade do próprio processo de fabricação de memórias flash. Apesar de serem comprovadamente mais eficientes em termos de leitura e gravação, além de darem menos problema que os drives de disco convencionais, elas também são mais caras para serem produzidas. Em busca de uma solução para isso, a Intel criou o MLC (multilevel cell), que mantém reduzido o tamanho dos chips, mas aumenta sua capacidade.

Em testes, cerca de 256 bilhões de bits puderam ser armazenados em um componente comum por meio da tecnologia. Basicamente, a novidade seria capaz de criar, por exemplo, um chip com apenas dois milímetros de espessura e capacidade de armazenamento de 1 TB, uma ideia que já faz brilhar os olhos de fabricantes de smartphones, computadores portáteis e até mesmo HDs externos.

Como conta o site da revista PC World, a novidade foi apresentada pela Intel durante uma reunião com investidores e recebida com bastante entusiasmo, já que ela resulta em uma redução nos custos de fabricação. Sendo assim, os produtos também poderiam chegar mais baratos aos consumidores, resultando em aumento nas vendas e uma maior popularização dos equipamentos da marca.

É justamente por isso que o mercado corporativo deve ser um dos principais focos da iniciativa daqui em diante. Uma vez que tudo esteja funcionando bem em testes de laboratório, a ideia da Intel é investir em “storage cards” para servidores, com tamanhos extremamente pequenos e capacidade de armazenar 10 TB de dados, em uma solução voltada para data centers e grandes infraestruturas. A previsão de lançamento é para daqui a dois anos, mas a companhia já quer lançar os primeiros produtos com MLC até o final de 2015.

De acordo com a empresa, a evolução dessa tecnologia deve permitir que as fabricantes criem chips com o espaço de memória que desejarem, sem restrições técnicas. Ainda estamos longe dessa realidade, mas desde já a Intel confia na inovação para aumentar os números relacionados às vendas de memórias flash.

Hoje, produtos desse tipo representam uma fatia de 20% do mercado total. Até 2018, esse número deve chegar a 50% no segmento dos usuários finais – na onda dos smartphones e notebooks conversíveis, principalmente – e 35% no mundo corporativo, que normalmente demora mais para adotar soluções inovadoras devido aos custos e também à necessidade de se enxergar a confiabilidade das tecnologias antes da aplicação.

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