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Intel discute mercado brasileiro e novos produtos a serem impulsionados por aqui

Por Rafael Romer | 24 de Junho de 2013 às 09h30
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Apesar do momento difícil da economia brasileira, com aumento da inflação, aumento do dólar entre outros fatores, ainda há bastante espaço para o crescimento das vendas no setor. É o que acredita a Intel, que deve investir na entrada de desktops do tipo "All in One" (AIO - aqueles que reúnem monitor e CPU em um mesmo dispositivo), para fazer o mercado de PCs crescer mais no Brasil nos próximos meses. Muito comuns no exterior, os AIO já foram trazidos para o país, mas acabaram recebendo pouco investimento de distribuidores que viam os PCs desktops comuns ainda em crescimento no mercado.

Maurício Ruiz Intel

Outra novidade a ser inserida no mercado é a quarta geração do Core i, conhecido como Haswell. A nova arquitetura de chips deve promover uma maior autonomia de bateria e melhoria de performance gráfica. "O grande apelo de crescimento de performance nessa geração é a parte gráfica, ele tem três vezes mais performance que a geração anterior, por causa do processador gráfico embutido nele", afirma Maurício Ruiz (foto), Diretor de Vendas da Intel Brasil.

Segundo Maurício Ruiz, o motor dos negócios permanece sendo a chamada Classe C, que está adquirindo seus primeiros equipamentos digitais, como desktops, notebooks e smartphones, e que ainda tem muito espaço para crescimento. Segundo uma pesquisa encomendada pela Intel e realizada no final do ano passado, 48% dos entrevistados dessa classe afirmaram ter a intenção de adquirir um primeiro PC Desktop, e 52%, um primeiro notebook. Para entregar os produtos a esse público, a Intel possui hoje cerca de 28 mil empresas de revendas em 23 países diferentes. No Brasil, a marca possui cerca de 6 mil parceiros.

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Segundo Ruiz, a empresa pretende ainda aumentar o número de canais que possui no Brasil. Após um estudo realizado internamente, a Intel notou que, no primeiro trimestre deste ano, 14% de suas vendas vieram de canais não cadastrados em seu programa e que não se relacionavam com a empresa. "Então tem espaço ainda", afirma.

Já há, entretanto, uma preocupação com relação ao fenômeno do endividamento desta fatia do mercado, que costuma comprar bens de consumo parcelados. "Todo ano a gente injeta dinheiro na economia com gatilhos de aumento salarial. Isso, de certa forma, reacende esse negócio, mas isso preocupa. A classe C emerge, mas se endivida rápido e a longo prazo", analisa Ruiz. Ainda assim, Ruiz vê boas oportunidades através de programas como o "Minha Casa Melhor", do Governo Federal, que permitirá, entre outros itens, o financiamento facilitado de computadores de até R$ 1.150,00 para os participante do programa "Minha Casa Minha Vida".

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