Instagram teria rejeitado oferta do Twitter antes de ser comprado pelo Facebook

Por Redação | 17 de Dezembro de 2012 às 12h22

O jornal norte-americano The New York Times publicou neste domingo (16) uma reportagem afirmando que o Instagram recebeu mais de uma proposta de compra do seu negócio antes de ser adquirido pelo Facebook em março deste ano. A outra empresa que teria demonstrado interesse no aplicativo de compartilhamento de fotos foi o Twitter.

A informação publicada pelo Times contradiz o que o atual CEO do Instagram, Kevin Systrom, afirmou durante uma audiência no final do mês de agosto às autoridades de regulamentação de atividades corporativas do California Corporations Department, de que a única oferta recebida foi a do Facebook.

Segundo fontes que não quiseram se identificar, o Twitter havia enviado uma proposta de compra no valor de US$ 525 milhões (R$ 1 bilhão) pelo Instagram - valor abaixo do que foi oferecido pela empresa de Mark Zuckerberg de US$ 1 bilhão (R$ 2 bilhões). A oferta teria sido feita após vários encontros de Systrom e Mike Krieger, cofundador do Instagram, com alguns executivos do Twitter.

Kevin Systrom

Reprodução: Business Insider

As fontes ainda afirmam que Systrom teria aceitado verbalmente o acordo com o Twitter, mas que voltou atrás de sua decisão no dia 20 de março, afirmando aos executivos do microblog que a empresa planejava "continuar independente". No entanto, três semanas após o fim do acordo com o Twitter, o Instagram e o Facebook anunciaram a conclusão da compra.

Se as informações se confirmarem, Kevin Systrom terá que explicar o motivo de não ter mencionado em juízo as conversas que teve com o Twitter antes da compra feita pelo Facebook, e ainda por que declarou por três vezes diante do juiz que eles não haviam recebido nenhuma outra oferta de aquisição.

Além disso, o jornal afirmou que a audiência com o órgão regulador de corporações no estado da Califórnia, Estados Unidos, foi solicitada pelo próprio Facebook para acelerar o processo de aquisição do Instagram e garantir que os termos do acordo atendessem aos interesses de todos os investidores.

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