IBM quer faturar até US$ 40 bilhões por ano com cloud computing a partir de 2018

Por Redação | 27 de Fevereiro de 2015 às 13h00
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A IBM já foi o principal nome da indústria da tecnologia. Num tempo em que a internet ainda estava crescendo, as pessoas compravam computadores para suas casas e as empresas precisavam de servidores para sustentar suas operações, mas esses tempos mudaram e, agora, a empresa corre atrás da adequação. Para mostrar a força de seus planos com esse intuito, a Big Blue anunciou um ambicioso plano que prevê faturamento anual de, pelo menos, US$ 40 bilhões a partir de 2018.

A meta, que para muitos está acima do que é possível, foi revelada aos investidores e à imprensa nesta quinta-feira (26) durante uma reunião anual para discutir os próximos passos da empresa. Em um mundo cada vez mais voltado para a arquitetura de cloud computing e tecnologias conectadas, a IBM está ficando para trás e vê suas margens caindo. Agora, para seus executivos, é hora de mudar isso.

O total de US$ 40 bilhões representa 44% do faturamento total da companhia previsto para 2018. E a tendência é que essa balança penda cada vez mais para a nuvem, na medida em que o foco nesse setor é intensificado e a IBM vai deixando de lado os segmentos de hardware e servidores. As vendas de departamentos com baixa lucratividade, por exemplo, seria um dos caminhos possíveis. As informações são da agência Reuters.

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A meta representa pouco menos do que o dobro do que é registrado hoje pela empresa. Em 2014, a IBM lucrou US$ 25 bilhões em seus setores de cloud computing, um total que representa 27% do montante completo de seu faturamento. Para alcançar esse patamar, ela pretende investir, apenas neste ano, US$ 4 bilhões em “mudanças estratégicas” para propiciar a realização do objetivo.

No topo destes planos está Virginia Rometty, a diretora executiva da companhia, que chamou os setores pouco lucrativos de “calorias vazias” e que agora serão queimadas com um pouco de exercício. Duramente criticada, ela assumiu a empresa após uma série de decisões consideradas negativas feitas por seus antecessores, que resultaram em 11 trimestres de quedas nos lucros, um recorde negativo e histórico para a IBM.

A notícia fez com que as ações da empresa tivessem alta de 0,6% e atingissem um valor máximo de US$ 163,80. Agora, a ideia é fazer com que esse número cresça cada vez mais, apesar de muitos investidores não parecerem exatamente confiantes.

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