IBM está construindo cérebro computacional equipado com 'sangue eletrônico'

Por Redação | 25 de Outubro de 2013 às 10h40
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Não é de hoje que grandes empresas de tecnologia trabalham em soluções para aplicar a inteligência e capacidade do cérebro humano em máquinas e computadores. Mas a IBM planeja ir além desse conceito e replicar um dos órgãos mais importantes do corpo com uma ideia bastante curiosa: usar o chamado "sangue eletrônico".

O sangue em questão não é esse vermelho-escuro que corre pelo seu corpo, mas sim um eletrólito líquido de cor marrom escura chamado redox flow. Desenvolvida pelos cientistas Patrick Ruch e Bruno Michel, a substância é capaz de produzir íons positivos e negativos para gerar eletricidade. O papel do sangue eletrônico é resfriar a máquina ao mesmo tempo que transporta energia a ela através de um sofisticado sistema que simula as funções e vias do cérebro humano.

Os pesquisadores explicam que o objetivo do projeto é tornar os supercomputadores cada vez menores. Hoje, as máquinas mais poderosas do mundo ocupam o espaço equivalente e meio campo de futebol.

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"Queremos colocar um supercomputador dentro de um cubo de açúcar", afirmam à BBC. "Para isso, precisamos de uma mudança de paradigma em eletrônica – precisamos ser motivados pelo nosso cérebro. O cérebro humano é 10 mil vezes mais denso e eficiente do que qualquer computador hoje".

Outro objetivo do protótipo é fazer com que esses PCs usem a menor quantidade de energia sem perder suas qualidades e capacidades funcionais. Para se ter uma ideia, o supercomputador Watson já alcançou picos de 85 mil Watts de energia por dia, enquanto o cérebro humano consome apenas 20 Watts no mesmo período.

"Apenas 1% do volume de um computador comum é dedicado ao processamento. Por outro lado, o cérebro usa 40% de seu volume para o desempenho funcional", completa Michel.

Apesar de ser uma ideia inovadora, os primeiros resultados perceptíveis devem demorar a aparecer. A IBM estima que até 2060 será possível compactar um petaflop (o mesmo que ocupa metade de um campo de futebol) em um dispositivo que caiba em uma mesa.

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