Home Office é dinheiro

Por Colaborador externo | 19.08.2014 às 17:16

Por Holger Felgner*

Já diz o ditado popular: tempo é dinheiro. E, nas grandes metrópoles brasileiras, cada vez se perde mais. Segundo uma pesquisa da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, em 2013, os engarrafamentos custaram R$ 98 bilhões ao país, o que corresponde a 2% do PIB nacional. Para chegar a essa conta, foram consideradas apenas as horas de trabalho perdidas e custos com combustível nas capitais São Paulo e Rio de Janeiro. Não estão os desgastes do carro e custos com seguro, o pagamento de horas extras, nem a queda de produtividade. Sem falar nas consequências à saúde causadas pelo estresse e o desembolso para tratá-las. Ou seja, o custo da imobilidade urbana em todo o país deve ser bem maior do que o estimado.

Enquanto não se vislumbra solução, as empresas buscam minimizar os prejuízos adotando horários flexíveis e programas formais de home office. De acordo com a consultoria Top Employers Institute, 14% das empresas brasileiras já adotaram uma política de trabalho remoto. É o dobro em relação à porcentagem do ano passado. Ao permitir que os colaboradores trabalhem de casa, a empresa reduz custos e ganha em produtividade. A experiência é tão positiva que já há empresas com parte da equipe em permanente sistema de home office, o chamado home based. Livres do estresse causado pelo trânsito, os empregados rendem mais no mesmo período de tempo.

A tecnologia virou um grande acelerador dessa prática. Estudo da Redshift Research diz que 98% dos executivos entrevistados afirmam que a ferramenta de vídeo ajuda as empresas a vencer distâncias, reduzindo custos com viagens e tempo gasto com deslocamentos. A TeamViewer comprova as estatísticas. A empresa de softwares de colaboração e compartilhamento online soma, em todo o mundo, mais de 200 milhões de usuários em mais de 30 idiomas, entre eles, o português.

Nota-se que os principais desafios para que a cultura do home office se estabeleça em cada vez mais empresas estão mais ligados às questões culturais do que propriamente a ausência de soluções adequadas de tecnologia. Ainda se valoriza mais aquele profissional que dedica mais horas dentro do escritório, mesmo que isso não signifique maior taxa de produtividade. Mas, se colocarmos na ponta do lápis, é inegável a constatação de que o trabalho remoto é bom para os negócios e para os funcionários – e a cidade agradece.

*Holger Felgner é Gerente Geral da TeamViewer.