HTC One Max: o novo phablet Android com leitor biométrico

Por Redação | 14 de Outubro de 2013 às 14h35

A HTC revelou hoje o One Max, seu novo phablet que chega ao mercado para entrar na batalha contra o Samsung Galaxy Note 3 e o Sony Xperia Z Ultra. Mas quais os diferenciais do dispositivo da HTC? Será que ele é bom o suficiente?

Hardware de HTC One, design de One Mini

O HTC One Max tem uma tela grande, muito grande, de 5,9 polegadas. Ele vem com tudo que um smartphone normal precisa ter: 3G / 4G, microfone, fone de ouvido e até um design igual ao de um smartphone. Mas ele ultrapassa os limites de tamanho e passa a concorrer com outro phablets do mercado.

One Max

O problema é que ele não se comporta muito como um phablet. Ele não tem, por exemplo, uma caneta stylus como a S Pen do Galaxy Note 3. Seu único diferencial em relação ao original HTC One é um leitor de impressões digitais na parte traseira.

Apesar de ser designado como uma versão maior do HTC One, ele parece na verdade uma versão ampliada do HTC One Mini, pois possui pedaços de plástico ao redor da tela, nas bordas. A parte traseira é removível, mas apenas para inserir o cartão micro SIM. A bateria não é removível.

Pequenas mudanças

A HTC manteve muitos aspectos do HTC One, como o emissor de infra-vermelho no topo, mas acabou levando o botão de ligar à lateral do aparelho. E mesmo com esse tamanho todo, ele não possui um botão dedicado para a câmera.

O processador ainda é o Snapdragon 600, e a HTC parece ter perdido a chance de introduzir aqui o mais parrudo Snapdragon 800, que já vem sendo usado por todos os principais concorrentes.

One Max

A maior mudança, como já citado, é o leitor de impressões digitais. Mas a HTC parece ter feito um trabalho às pressas aqui, posicionando o leitor na parte traseira, logo abaixo da lente da câmera, o que praticamente obriga o usuário a colocar acidentalmente o dedo na lente toda vez que for desbloquear o aparelho.

A ideia da Apple de colocar o leitor junto ao botão Home do iPhone 5S parece muito mais prática e elegante, sem comprometer o design do aparelho, ao contrário do HTC One Max.

Pesado demais

O HTC One Max, além de muito grande, é também muito pesado. Com 217 gramas, ele ganha de longe do Note 3, com apenas 168 gramas. Ele também é o mais "gordinho" dos phablets top de linha, com 10,3mm de espessura. O Xperia Z Ultra da Sony, por exemplo, tem apenas 6,5 mm de espessura.

É claro que precisamos tê-lo em mãos para sentir seu conforto, mas a julgar pelas especificações, o HTC One Max será um dos dispositivos mobile menos confortáveis a entrar no seu bolso.

One Max

Câmera de 4 MP UltraPixel

Ele traz a mesma câmera de 4 megapixels "UltraPixel" do HTC One, mas com uma desvantagem bem incômoda: ausência do estabilizador de imagem (OIS). Ok, a qualidade da imagem ainda será tão boa quanto no modelo original, mas não se você estiver com a mão trêmula. Para um aparelho lançado tanto tempo depois do HTC One, era de se esperar que a câmera ficasse melhor, não pior.

Bom áudio

Parte da culpa do tamanho exagerado do One Max é dos speakers na parte frontal. Se isso atrapalha nas dimensões, ao menos garante algo que a HTC sempre teve fama de fazer bem: o sistema de áudio. Ele vem com sistema stéreo BoomSound, o que deve garantir um excelente som. Se isso é suficiente para justificar os centímetros a mais, você decide.

One Max

Preço e disponibilidade

O HTC One Max será lançado na Europa e Ásia nos próximos dias. Nos EUA e outros mercados, ele chega apenas em novembro. No Brasil, ele não será lançado, bem como todos os últimos lançamentos da HTC. O preço ainda não foi revelado.

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