HP pretende bater de frente com a IBM no mercado de Big Data

Por Redação | 24.06.2013 às 07:50

A Hewlett-Packard (HP) tem visto a demanda por computadores pessoais cair consideravelmente e, para tentar manter-se de pé, a empresa quer se tornar mais atraente para o mundo corporativo. O primeiro passo nessa direção é tentar bater de frente com a IBM.

Há alguns dias, a HP anunciou o lançamento do 'HAVEn', uma plataforma de análise de dados em larga escala para o mercado empresarial. A novidade visa refinar as informações em grupos de dados que possam ser analisados com mais facilidade.

A ideia basicamente é oferecer aos clientes um pacote mais completo, conforme resume Bill Veghte, diretor de operações da HP. "Os clientes querem soluções. Eles não querem simplesmente um fragmento de hardware ou um fragmento de software", disse o executivo ao Business Week.

A estratégia de entrar no universo do Big Data faz parte da tentativa da CEO da companhia, Meg Whitman, de evitar um oitavo trimestre consecutivo de quedas nas vendas. Mas vale lembrar que o HEAVEn é fruto da combinação de recentes aquisições da HP: a Autonomy, Vertica Systems e ArcSight. No total, a empresa gastou cerca de US$ 12 bilhões em aquisições.

Para tentar atravessar esse momento delicado — com direito a processos judiciais de acionistas e tudo mais — vivido pela companhia, o próximo passo da HP seria encontrar um nicho onde ela pudesse se diferenciar, e um setor de software onde a HP tem credibilidade é o de gestão e análise de sistemas.

Entre os concorrentes da empresa no segmento está a IBM, maior empresa de serviços de computadores do mundo, que estabeleceu uma meta de mais de US$ 20 bilhões em receita de Big Data e análise até 2020 — o dobro de 2010. Outros concorrentes incluem grandes nomes como a Oracle, SAP, Teradata e a SAS.

Apesar do otimismo da empresa em relação aos novos investimentos, Wall Street ainda espera ver as vendas e os lucros da HP em declínio até 2015. Isso porque a empresa tem se mostrado lenta na hora de capitalizar em cima das tendências de consumo e de negócios, como tablets e computação na nuvem, para os quais está desenvolvendo novos softwares.