HP anuncia fabricação de soluções de rede no Brasil

Por Rafael Romer | 23 de Julho de 2014 às 07h35
Tudo sobre

HP

A HP anunciou nesta quarta-feira (22) que já iniciou em junho a produção de dispositivos de rede no Brasil, em sua fábrica em Campinas, interior de São Paulo.

O país é o segundo do mundo a fabricar equipamentos de rede da HP. Até agora, a empresa produzia toda sua linha de produtos de infraestrutura corporativa da unidade Enterpise Group na China, e os importava para o Brasil.

"A gente já fabrica servidores e storage e só faltava rede para completar nosso portifólio de infraestrutura", explica Rita D'Andrea, Diretora da Unidade de Networking da HP Brasil. "O Brasil é um país bem importante na estratégia da empresa, tem um volume bastante grande de rede dentro de Américas".

Assista Agora: Saiba quais são os 5 maiores problemas das empresas brasileiras e comece 2019 em uma realidade completamente diferente.

Inicialmente, a empresa produzirá apenas dois modelos de access points (APs) da série MSM na fábrica, que representam hoje cerca de 90% de todos os equipamentos da base instalada de antenas Wi-Fi da HP no país. A capacidade atual da fábrica, operada em parceria com a Sanmina, é de 3 mil APs por mês.

Até o final deste ano, deverá ser iniciada também a produção de switches no país e, em 2015, de um roteador.

O início da fabricação dos equipamentos no país partiu de um pedido da unidade da HP Brasil à sede global da empresa. A expectativa é que a fabricação local agilize a entrega de produtos para suprir a demanda local de soluções de rede.

De acordo com o Gerente de Produtos da HP Network, Gustavo Brasil, a velocidade de atendimento dos clientes e parceiros é considerada crítica para o fechamento de novos negócios de rede no país. Muitas vezes, a capacidade de entrega mais rápida é um fator decisivo para concretizar uma venda frente à concorrência.

"Uma decisão nos projetos de rede acontece muito rápido, então, ter uma disponibilidade local para entregar rápido é um diferencial que ultrapassa até a questão do preço", afirma.

Segundo o executivo, a empresa chega a aguardar uma média de 14 dias para trâmites de importação de seus equipamentos vindos da China. Com a fábrica local, Brasil espera observar um crescimento de 8% a 10% nas vendas.

A fabricação local também deverá baratear o custo de produção dos equipamentos, mas isso não deverá ser repassado aos clientes. A empresa espera que até 80% da montagem dos produtos seja feita por aqui, o que encaixaria a produção no Processo Produtivo Básico (PPB), garantindo isenções fiscais extras.

Questionada, a empresa afirma que o foco da produção é exclusivo para o mercado brasileiro e que, por enquanto, os dispositivos locais não deverão ser comercializados na América Latina ou outras regiões.

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.