Grupo hacker derruba PlayStation Network e ameaça presidente da Sony com bomba

Por Redação | 25.08.2014 às 11:02

A Sony confirmou no domingo (24) que as redes PlayStation e Entertainment Networks foram alvo de um ataque DDoS (Distributed Denial of Service) que as derrubou no fim de semana. Ao que tudo indica, o ataque foi disparado por um grupo chamado Lizard Squad.

A informação foi confirmada pelo presidente da Sony Online Entertainment, John Smedley, através do seu Twitter. De acordo com ele, o ataque inundou a rede de upload da Sony e afetou a capacidade dos jogadores de se logarem nas redes.

Em um comunicado oficial, a Sony esclareceu que a quantidade gigantesca de pedidos aos seus servidores só impactou as redes e "nenhuma informação pessoal foi acessada" nesse meio tempo. "Vamos continuar trabalhando para corrigir o problema e esperamos ter nossos serviços funcionando o mais breve possível", escreveu o porta-voz da japonesa, Sid Shuman.

Ameaças extrapolaram o mundo virtual

O Lizard Squad não só assumiu a responsabilidade pelos ataques DDoS disparados contra os servidores da Sony, como também garantiu ter colocado uma bomba em um avião da American Airlines no qual viajava o presidente da Sony John Smedley. A ameaça foi feita diretamente à American Airlines através do Twitter e a companhia aérea acabou desviando o voo que saiu de Dallas em direção a San Diego para Phoenix, no Arizona (EUA).

De acordo com a diretora de comunicações corporativas da companhia aérea, Michelle Mohr, a manobra foi feita devido a um "problema de segurança".

Serviços estão voltando ao normal

Nas primeiras horas desta segunda-feira (25), a Sony publicou no blog oficial do PlayStation que todos os serviços foram restabelecidos e que devido aos ataques a empresa não fará a manutenção da PlayStation Network que estava agendada para o dia.

No texto, a companhia voltou a confirmar que nenhum dado pessoal dos usuários foi acessado durante os ataques. "Não vimos quaisquer evidências de que qualquer intruso tenha conseguido acesso não autorizado aos dados pessoais dos usuários", disse a empresa.