Governos devem gastar US$ 449,5 bilhões com TI em 2013

Por Redação | 10 de Setembro de 2013 às 16h26

O Gartner estima que os governos irão gastar US$ 449,5 bilhões em 2013 com TI e telecom (hardware, software e serviços). Para chegar a esse valor, a empresa de pesquisa e aconselhamento sobre tecnologia fez um levantamento com 13 países, inclusive o Brasil.

O resultado indica que as tecnologias móveis, a modernização da TI e a computação em nuvem são as três áreas que estão no foco para os investimentos realizados este ano. Mudanças na dinâmica de mercado também foram notadas pelo levantamento.

"Outras áreas, como a consolidação do Data Center, são menos prioritárias do que em anos anteriores, demonstrando resistência em relação a lançamentos mais estratégicos. Os fornecedores devem estar preparados para reposicionar suas ofertas de acordo com esta dinâmica do mercado", afirma Cassio Dreyfuss, Chairman do Symposium/ITxpo 2013 – evento que acontece entre os dias 4 e 7 de novembro em São Paulo – e vice-presidente e diretor de pesquisas do Gartner.

Tecnologias móveis e modernização da TI

A mobilidade ganha cada vez mais importância entre os governos em todo o mundo, e por isso é considerada uma das prioridades na hora de investir em tecnologia. A demanda é maior em órgãos governamentais com equipes descentralizadas e que têm muitas pessoas em campo (agentes de patrulha de fronteiras, inspetores e assistentes sociais). Ao longo do tempo, isso acabará resultando na substituição do hardware existente por novas infraestruturas, mais modernas, e aparelhos móveis.

O levantamento do Gartner apontou que essa dinâmica móvel está aumentando a adoção de programas de Traga seu Próprio Dispositivo (BYOD, na sigla em inglês). Das empresas ouvidas, 52% disseram que os funcionários podem trazer seus smartphones para o trabalho, 50% que eles podem usar seus laptops e 38% seus tablets. Fornecedores devem entender como o interesse crescente em políticas e estratégias de BYOD podem impactar nas oportunidades no setor de governo. Dois fatores podem limitar o ritmo e a adoção do BYOD: segurança e governança.

Computação em nuvem

"Cloud Computing, particularmente, continua com o crescimento elevado, quando comparamos aos anos anteriores, causado pelas condições econômicas e por uma mudança de despesas de capital para o trabalho operacional, como a rápida implantação e a redução do risco", analisou Dreyfuss.

Os participantes da pesquisa disseram que estão adotando, cada vez mais, serviços baseados em Nuvem pública e privada. De 30% a 50% das empresas planejam implantar ou têm um contrato de serviços de TI ativo para os próximos 12 meses. O foco inicial era em software como serviço (SaaS), mas, no futuro, incluirá infraestrutura e plataforma como serviço (IaaS e PaaS).

Big Data

Apesar de os governos ainda não terem colocado o Big Data em sua lista de principais prioridades, o foco na eficiência e na efetividade da administração de um país significa uma oportunidade para os analistas de dados. Esse é o momento de pensar nesse nicho, afinal ele é um ponto emergente.

"As organizações governamentais aumentaram os gastos com Big Data para sistemas de pagamentos indevidos, indicando que querem enfrentar fraude, desperdício e abusos internos, como erros iniciais na cobrança de receitas. Enquanto as agências estão avaliando como gerenciar, alavancar e armazenar o Big Data, poucas conseguiram enfrentar os desafios associados ao uso de conteúdo e a questões ligadas à fusão de grandes quantidades de dados em uma única plataforma. Os fornecedores devem reconhecer estes desafios e ajustar soluções de Big Data para fluxos de trabalho específicos", finaliza Cassio Dreyfuss.

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