Governo chinês nega suposta proibição de compras dos produtos da Apple

Por Redação | 08 de Agosto de 2014 às 15h18
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Produtos da Apple como laptops e tablets não estão banidos de listas de aquisições do governo chinês, segundo o maior centro de compras do país, informou a agência de notícia Reuters. De acordo com uma manchete publicada pela Bloomberg na última quarta-feira (10), a gigante de Cupertino teria sido colocada em uma lista negra por preocupações relacionadas à segurança nacional.

A relação de produtos divulgada pela Bloomberg incluía gadgets como o iPad, iPad Mini, MacBook Air e MacBook Pro. A decisão excluí os dispositivos da empresa de qualquer compra de departamentos do Partido Comunista chinês, além de ministérios e governos locais.

Contudo, o que aconteceu foi uma grande confusão. Na verdade, a lista citada pela Bloomberg envolve vários produtos que economizam energia, e é apenas uma dentre várias listas de compras do governo na China. O Centro de Compras do Governo e o Ministério das Finanças disseram que, antes de mais nada, a companhia nunca sequer enviou pedido para ser incluída na lista. A própria Apple emitiu um comunicado por e-mail dizendo que nunca esteve nessa lista, mas se recusou a dar mais detalhes.

A incerteza e a especulação em torno do status de fornecimento da Apple reflete a ansiedade elevada entre empresas estrangeiras de tecnologia na China, em meio ao que elas veem como uma campanha oficial em várias frentes para reprimir seus negócios.

Segurança

Embora o caso tenha se esclarecido, o governo da China já é conhecido por banir inúmeras empresas de tecnologia famosas em outros países, incluindo HP, Dell e Microsoft, além das desenvolvedoras de softwares de segurança Symantec e Kaspersky. Todas as entidades foram excluídas da lista de compras do governo asiático sob alegações de suposta ciberespionagem.

Na semana passada, autoridades do governo chinês visitaram os escritórios da Microsoft na China nas cidades de Pequim, Xangai, Cantão e Chendgu, mas não revelaram os motivos que levaram às inspeções. Uma das razões seriam as denúncias de Edward Snowden, ex-técnico da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA), responsável por revelar ao mundo em meados do ano passado um gigantesco esquema de ciberespionagem que apontava a Microsoft como uma das empresas que colaborou com a agência.

Em maio, o governo chinês proibiu o uso do sistema operacional Windows 8 em todos os computadores de instituições oficiais. Poucas semanas depois, a TV estatal CFTV exibiu um programa com o depoimento de vários especialistas alertando que o Windows 8 havia sido utilizado para obter informações confidenciais de cidadãos chineses. A mesma emissora também levantou suspeitas sobre a segurança do iPhone no começo de julho, quando classificou o smartphone como um "problema de segurança nacional" devido às suas funções de rastreamento e localização.

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